Marcos Oliveira, o Beiçola, volta à UTI após cirurgia

Ator de 70 anos permanece consciente e em recuperação no Hospital São Lucas, em Copacabana. Equipe médica decidiu pelo retorno à unidade para acompanhamento mais próximo
Redação NC News
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O ator Marcos Oliveira, de 70 anos, conhecido pelo personagem Beiçola, de “A Grande Família”, voltou ao Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital São Lucas, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, neste fim de semana. A transferência ocorreu após a cirurgia para retirada de um abscesso no períneo. Internado desde 30 de junho, o artista segue consciente e sob monitoramento da equipe médica.

Retorno à UTI em momento decisivo

O novo período na Unidade de Terapia Intensiva, confirmado nos dias 11 e 12 de julho, marca uma fase crítica da recuperação. A transferência do quarto para a UTI não significa necessariamente piora, mas indica a necessidade de vigilância constante para evitar complicações.

Segundo comunicado divulgado pela amiga Rose Scalco nas redes sociais do ator, Marcos apresenta sinais estáveis. “Ele está sem febre e a pressão é boa. Ele está consciente e fica emocionado ao ver os amigos que o visitam”, relata. Em outra nota, ela reforça que o objetivo é acompanhamento próximo: o ator retorna à UTI para “um monitoramento mais efetivo”. “Ele está sem febre, pressão muito boa e aguardamos uma nova avaliação do médico responsável Dr. Hugo Fragozo”, afirma.

Da infecção à cirurgia e à transferência

Marcos é internado em 30 de junho, após médicos detectarem uma infecção na região do períneo, área entre os órgãos genitais e o ânus, considerada sensível e sujeita a complicações. Ele dá entrada primeiro no Hospital das Clínicas de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio.

Com a evolução do quadro, os médicos decidem pela transferência ao Hospital São Lucas, em Copacabana, onde há estrutura mais completa para procedimentos cirúrgicos complexos. Na primeira semana de julho, ele passa por cirurgia para a retirada de um abscesso, espécie de bolsão de pus provocado pela infecção.

Depois do procedimento, o ator chega a gravar um vídeo dizendo que se sente melhor e sem dor. A melhora, porém, exige cuidados redobrados por causa do histórico de saúde frágil e das comorbidades acumuladas ao longo dos últimos anos, o que pesa na decisão de levá-lo de volta à UTI em 11 de julho.

Histórico de cirurgias e rotina no Retiro dos Artistas

O quadro atual não surge isolado. Desde 2022, Marcos enfrenta uma sequência de problemas de saúde. Naquele ano, ele se submete a uma cirurgia urológica para tratar uma fístula uretral, comunicação anormal no canal da urina. Desde então, passa a usar uma bolsa de colostomia ligada ao abdômen para auxiliar nas funções intestinais, mudança que altera profundamente sua rotina diária.

Em maio de 2026, ele volta a ser internado, desta vez para correção de uma hérnia. Entre um procedimento e outro, tenta manter a vida pública ativa, fala das dificuldades em entrevistas e permanece presente nas redes sociais, em contato direto com fãs que o acompanham desde o auge do sucesso na TV.

Hoje, Marcos vive no Retiro dos Artistas, na zona oeste do Rio, instituição que acolhe profissionais idosos do meio cultural. Recentemente, suas declarações sobre a rotina no local geram repercussão. Ele se queixa do barulho durante as refeições e menciona a ausência de vida sexual na casa, o que provoca críticas e debates nas redes.

Depois da repercussão negativa, o ator se desculpa publicamente e atribui as falas ao desgaste emocional. “As falas aconteceram em um momento delicado de saúde e acabaram sendo interpretadas de forma diferente do que pretendia”, afirma. O episódio expõe a vulnerabilidade de um artista conhecido pelo humor, mas que hoje lida com limitações físicas e emocionais típicas do envelhecimento e da doença crônica.

Pressão sobre o sistema de saúde e rede de apoio

A internação prolongada, com idas e vindas da UTI, ilustra os desafios crescentes do sistema hospitalar diante de pacientes idosos com múltiplas cirurgias e comorbidades. Cada retorno à terapia intensiva mobiliza uma equipe multidisciplinar, leitos especializados e exames constantes, em um cenário de alta demanda por recursos.

O caso também joga luz sobre a rede de apoio que se forma em torno de figuras públicas adoecidas. Amigos, colegas de profissão e fãs acompanham diariamente o boletim informal feito por Rose Scalco, que se torna a principal ponte entre o ator e o público. As mensagens de solidariedade nas redes sociais funcionam como suporte emocional num momento em que o isolamento hospitalar impõe limites às visitas.

Para Marcos, as consequências são concretas: a recuperação exige tempo, paciência e mudanças na rotina, com restrições de mobilidade, dependência de cuidados profissionais e adaptação à vida no Retiro dos Artistas. O riso fácil do Beiçola contrasta com a fragilidade atual, mas também reforça a dimensão humana por trás da figura conhecida da TV.

Próximos passos e incertezas

A equipe comandada pelo médico Hugo Fragozo segue à espera de novos exames para definir os rumos do tratamento. Os resultados vão indicar se a cirurgia para retirada do abscesso foi suficiente ou se haverá necessidade de nova intervenção.

Enquanto isso, o foco permanece no controle da infecção e na estabilização clínica na UTI. A expectativa é reduzir o risco de complicações e, em um segundo momento, transferi-lo novamente para o quarto, caso o quadro permita.

O desfecho ainda é incerto, mas a trajetória recente de Marcos tende a alimentar um debate mais amplo sobre as condições de vida e de assistência a artistas idosos no Brasil. A permanência dele no Retiro dos Artistas, somada à sucessão de internações, pode pressionar entidades, órgãos públicos e a própria classe artística a discutir políticas de longo prazo para cuidado e dignidade na velhice.

Até lá, o ator atravessa mais um capítulo delicado, sustentado pela atenção médica, pela estrutura do Retiro e pelo afeto de quem o viu transformar um dono de bar de subúrbio em um dos personagens mais populares da TV brasileira.

O que aconteceu com o ator Marcos Oliveira que o levou à UTI?

Ele foi internado em 30 de junho de 2026 com uma infecção no períneo, passou por cirurgia para retirada de um abscesso e voltou à UTI para monitoramento intensivo.

Qual foi a cirurgia que Marcos Oliveira, o Beiçola, realizou?

Ele passou por uma cirurgia na primeira semana de julho de 2026 para retirar um abscesso na região do períneo, causado pela infecção detectada na internação.

Qual é a atual condição de saúde de Marcos Oliveira após a cirurgia?

Ele está na UTI do Hospital São Lucas, consciente, sem febre, com pressão arterial estável e sob monitoramento rigoroso da equipe chefiada pelo Dr. Hugo Fragozo.

 

 

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