O governo dos Estados Unidos retoma às 17h desta terça-feira (14) o bloqueio a portos do Irã. A ação afetará diretamente todas as embarcações que saem dos portos iranianos ou que vão em direção a eles, com o objetivo de colocar mais pressão contra o regime em meio à retomada do conflito entre os países.
Anteriormente, os Estados Unidos já haviam implementado um bloqueio deste tipo na região, ocorrido entre os dias 13 de abril e 18 de junho. Durante esse período, segundo militares americanos, as operações registraram os seguintes números:
Mais de 140 embarcações foram redirecionadas.
Nove navios que não cumpriram ordens foram “neutralizados”.
As forças americanas permitiram a passagem pelo bloqueio de mais de 50 navios comerciais que transportavam ajuda humanitária durante o período de dois meses.
O “pedágio” de Trump e a reação internacional
Além da retomada do bloqueio, o presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos atuariam como “guardiões” do Estreito de Ormuz. O plano americano consiste em cobrar das empresas de transporte comercial 20% do valor de suas cargas.
A justificativa declarada por Donald Trump para a cobrança é de “garantir a segurança e a proteção desta região extremamente volátil do mundo”.
Após o anúncio, a Organização Marítima Internacional afirmou que a passagem pelo estreito “deve permanecer livre de quaisquer pedágios e taxas, de acordo com o direito internacional”. O Reino Unido também pontuou que mantém a posição de que o Estreito de Ormuz deve ser reaberto “sem pedágios ou taxas”.
Ataques a navios-tanque na via navegável
Também nesta terça-feira, o centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) confirmou que dois navios-tanque relataram terem sido atingidos por mísseis enquanto navegavam pela rota sul do Estreito de Ormuz. A agência marítima não divulgou os nomes das embarcações envolvidas nem apontou os responsáveis pelos ataques.
No entanto, novos desdobramentos sobre o incidente ocorreram ao longo do dia:
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram durante a noite que dois de seus navios-tanque haviam sido atingidos por mísseis iranianos na parte sul do estreito.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atingido duas embarcações na via navegável, as quais classificou como “supertanques rebeldes”.