A Argentina está na final do Mundial de Seleções de 2026. Em um clássico eletrizante e carregado de rivalidade no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, a equipe comandada por Lionel Scaloni buscou uma vitória de virada por 2 a 1 sobre a Inglaterra. O resultado carimba o passaporte dos atuais campeões para a decisão e encerra o sonho inglês de quebrar um jejum que já dura seis décadas.
Com a classificação, a Argentina alcança a sétima final de sua história e enfrentará a Espanha — que eliminou a França por 2 a 0 na terça-feira — na grande disputa pelo troféu.
A dinastia argentina e a busca pela quarta estrela
O triunfo coloca a Argentina a apenas 90 minutos de um feito histórico raríssimo. O país, que soma três títulos mundiais (1978, 1986 e 2022), tenta alcançar o bicampeonato consecutivo — algo que nenhuma seleção consegue desde o lendário Brasil de Pelé e Garrincha em 1958 e 1962.
A Argentina tem três títulos de Copa do Mundo. A seleção sul-americana foi campeã em 1978, quando levantou a taça em casa, em 1986, com Diego Maradona como grande protagonista, e em 2022, no Catar, liderada por Lionel Messi.
A trajetória argentina consolida uma linha do tempo de dominância:
[1978] Primeira Taça (Em casa, liderada por Mario Kempes)[1986] O Bicampeonato (No México, sob a genialidade de Maradona)[2022] O Tricampeonato (No Catar, com a consagração de Lionel Messi)[2026] Finalista (Em busca do tetra e do histórico bi consecutivo nos EUA)
O jogo: a força mental dos atuais campeões
O duelo em Atlanta opôs propostas e momentos históricos completamente distintos. A Inglaterra, dirigida pelo alemão Thomas Tuchel e impulsionada pelo talento de Jude Bellingham e Harry Kane, começou a partida de forma agressiva, conseguindo abrir o placar e pressionar o sistema defensivo argentino.
No entanto, a Argentina provou por que é a atual dona da América e do mundo:
- Poder de reação: Sem se desesperar com a desvantagem, a seleção albiceleste equilibrou as ações no meio-campo, controlando o ritmo do jogo sob a batuta de Lionel Messi.
- A virada: Explorando transições rápidas e a experiência de seu elenco, a Argentina furou o bloqueio britânico para buscar o empate e, logo em seguida, o gol da vitória por 2 a 1, incendiando a imensa torcida sul-americana presente no estádio.
- Pragmatismo defensivo: Na reta final, o time de Scaloni soube sofrer, travando as investidas aéreas e os chutes de média distância dos ingleses para assegurar o placar até o apito final.
O drama inglês: 60 anos de espera e novo adiantamento
Para a Inglaterra, a derrota de virada em Atlanta amplia a angústia nacional. O país que se orgulha de ser o berço do futebol moderno permanece estacionado em uma única conquista, obtida em 1966, quando sediou o torneio.
A eliminação adia por pelo menos mais quatro anos a resposta à incômoda pergunta que persegue os britânicos: por que uma liga tão rica e poderosa quanto a Premier League não consegue traduzir sua soberania em títulos para a sua seleção nacional? Sob o comando de Thomas Tuchel, a talentosa geração de Kane e Bellingham caiu de pé, mas sentiu o peso de enfrentar uma equipe que se acostumou a vencer confrontos de alta voltagem.
Final de gigantes no horizonte
O desfecho do Mundial de 2026 reserva um embate de altíssimo nível técnico. A grande decisão colocará frente a frente a Argentina, em busca de seu quarto título mundial e da consolidação de uma das maiores eras vitoriosas do esporte, e a Espanha, que tenta o bicampeonato apoiada no futebol envolvente de sua jovem geração.
A finalíssima promete paralisar o planeta e coroar um ciclo histórico para o futebol internacional.