“Não caiu a ficha”: pai da bebê Helena de 10 meses morta após violência revela dor devastadora e cobra justiça

Erisvaldo Almeida contou que não conseguiu enterrar a própria filha após descobrir que a criança foi vítima de violência sexual em Fortaleza. Dois homens foram presos e investigação segue em andamento.
Redação NC News
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“Eu não consegui enterrar minha filha de jeito nenhum.” A frase de Erisvaldo Almeida resume o choque de um pai que perdeu a filha de apenas 10 meses em uma tragédia que abalou Fortaleza. A bebê morreu após sofrer violência sexual no bairro Dionísio Torres, na segunda-feira (13), e o caso segue sendo investigado pelas autoridades.

Ainda sem conseguir aceitar a perda, Erisvaldo contou que está enfrentando dificuldades para realizar tarefas básicas após a morte da criança. Segundo ele, a lembrança da filha sorrindo durante chamadas de vídeo ainda parece mais real do que a própria notícia da morte.

Pai diz que não conseguiu se despedir da filha durante enterro

Erisvaldo Almeida afirmou que esteve no velório da filha, mas não conseguiu concluir o momento da despedida.

Segundo ele, pediu para ficar alguns minutos sozinho com a criança antes do sepultamento, mas disse que não teve forças para acompanhar o enterro.

“Eu fiquei um pedaço só com a minha filha. Fui para o velório, fui para todos os cantos, mas não consegui enterrar minha filha de jeito nenhum”, relatou.
O pai afirmou que ainda vive um período de choque e que não consegue compreender a perda.

“Eu não tenho força nem para sair de casa, para ir atrás de fazer qualquer coisa. Eu não consigo acreditar nisso. Não caiu a ficha”, disse.

O que aconteceu com a bebê de 10 meses em Fortaleza?

A criança estava em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza, quando ocorreu a violência.

De acordo com as investigações iniciais, dois homens foram presos suspeitos de envolvimento no caso. Um deles, Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, tinha relacionamento com a mãe da bebê.

O outro suspeito é Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, primo de Francisco Ray.

A bebê foi levada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.

Pai descobriu suspeita de crime ao chegar à delegacia

Erisvaldo contou que estava retornando de uma viagem quando recebeu a notícia da morte da filha. Segundo ele, inicialmente recebeu a informação de que a criança teria sofrido um acidente doméstico.

A mãe da bebê teria informado que acreditava que a filha estivesse engasgada e acionou equipes de emergência. Ao chegar a Fortaleza, o pai foi até uma delegacia buscar informações sobre o ocorrido. Foi nesse momento, segundo ele, que soube da suspeita de violência sexual.

“Eles falaram que até aquele momento ela não tinha sido asfixiada. Ela tinha sido morta e havia marcas que indicavam violência”, contou.

Investigação apura circunstâncias da morte

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social informou que profissionais de saúde identificaram sinais de violência sexual durante o atendimento médico.

A Polícia Civil continua investigando o caso e aguarda os resultados dos exames realizados pela Perícia Forense do Ceará.

As autoridades ainda não divulgaram todos os detalhes sobre a dinâmica do crime.

Defesa de suspeito afirma que cliente colabora com investigação

A defesa de Francisco Ray Rodrigues Magalhães afirmou que acompanha o trabalho das autoridades e que o investigado teria colaborado com a apuração.

Segundo a defesa, ele realizou voluntariamente coleta de material genético e aguarda os resultados dos exames periciais.

Os advogados também afirmaram que o suspeito nega estar no mesmo quarto onde a criança estava e pediram que a investigação seja concluída antes de qualquer julgamento.

A defesa do outro homem preso não havia se manifestado.

Pai pede justiça após morte da filha

Abalado pela perda, Erisvaldo afirmou que deseja que todos os envolvidos sejam responsabilizados. “Eu estou totalmente revoltado, indignado. Eu quero justiça de todas as formas”, declarou.

O pai também afirmou que ainda tenta entender como uma violência desse tipo poderia acontecer contra uma criança tão pequena.

Entenda o contexto

O caso ganhou repercussão nacional por envolver uma vítima de apenas 10 meses de idade. A investigação busca esclarecer como ocorreu a violência, a participação de cada suspeito e quais circunstâncias levaram à morte da criança.

A Polícia Civil aguarda os laudos periciais para avançar na apuração. Até a conclusão das investigações e da Justiça, os suspeitos são considerados investigados e têm direito à defesa.

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