A cidade de São Paulo respondeu por 20% de todos os roubos e furtos de celulares registrados no Brasil em 2025, apesar de concentrar apenas 5,6% da população do país. Os dados colocam a capital na terceira pior posição do ranking nacional de ocorrências por habitante, atrás apenas de São Luís (MA) e Belém (PA).
O levantamento faz parte do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23). Em todo o país, foram registrados 830.890 celulares roubados ou furtados, o equivalente a uma média de 95 aparelhos levados por criminosos a cada hora.

São Paulo tem quase quatro vezes mais casos que a média nacional
Em 2025, a capital paulista registrou 1.390,5 roubos e furtos de celulares para cada 100 mil habitantes. O índice é quase quatro vezes superior à média brasileira, que ficou em 371,2 ocorrências por 100 mil habitantes.
No ranking nacional, apenas duas cidades apresentaram taxas maiores:
- São Luís (MA): 1.517 casos por 100 mil habitantes;
- Belém (PA): 1.487;
- São Paulo (SP): 1.390,5.
Top 10 cidades com maior taxa de roubos e furtos de celulares.
Veja as cidades com as maiores taxas
Além de São Luís, Belém e São Paulo, completam a lista das dez cidades com maior índice de roubos e furtos de celulares:
- Salvador (BA);
- Lauro de Freitas (BA);
- Porto Velho (RO);
- Manaus (AM);
- Olinda (PE);
- Ananindeua (PA);
- Teresina (PI).
O levantamento mostra que capitais e cidades de regiões metropolitanas continuam concentrando a maior parte desse tipo de crime.Brasil registrou mais de 830 mil celulares roubados ou furtados Ao longo de 2025, foram registrados 830.890 casos em todo o país.
Apesar do volume expressivo, o número representa uma queda de 7,7% em relação ao ano anterior.
A principal redução ocorreu nos roubos, que passaram de 378 mil para 309 mil registros, uma queda de 18,6%.
Já os furtos apresentaram um leve crescimento, passando de 477 mil para 484 mil casos, alta de 0,9%.
- 830.890 celulares roubados ou furtados;
- 95 aparelhos levados por hora;
- -18,6% nos roubos;
- +0,9% nos furtos.
Apenas dois estados registraram aumento
Segundo o levantamento, apenas duas unidades da federação apresentaram crescimento no número de roubos e furtos de celulares em 2025:
- Rio de Janeiro (+22,7%);
- Paraíba (+21,1%).
Nos demais estados, os registros permaneceram estáveis ou apresentaram redução.
Especialistas fazem alerta sobre os números
Embora os indicadores mostrem queda nos registros, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública recomenda cautela na interpretação dos dados.
Os responsáveis pelo estudo destacam que pesquisas de vitimização apontam uma tendência de redução desse tipo de crime, mas avaliam que os números oficiais ainda podem estar abaixo da realidade, já que muitas vítimas deixam de registrar boletim de ocorrência.
Isso significa que a quantidade de celulares roubados ou furtados pode ser ainda maior do que a registrada oficialmente.
Entenda o contexto
O roubo e o furto de celulares seguem entre os crimes patrimoniais mais comuns no Brasil. Além do prejuízo financeiro, esse tipo de ocorrência pode facilitar golpes bancários, fraudes digitais e o acesso de criminosos a dados pessoais das vítimas.
Mesmo com a redução observada em 2025, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que grandes centros urbanos continuam concentrando a maior parte dos casos. A capital paulista, sozinha, responde por um em cada cinco celulares roubados ou furtados no país, evidenciando o tamanho do desafio enfrentado pelas autoridades de segurança pública.