O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta semana. O levantamento aponta 47% das intenções de voto para Lula e 43% para Flávio Bolsonaro.
Apesar da vantagem numérica do presidente, a diferença de quatro pontos percentuais está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Por esse motivo, o cenário é considerado de empate técnico, o que significa que não é possível afirmar estatisticamente quem estaria à frente da disputa.
O que mostra a pesquisa?
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 24 e 26 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01489/2026.
Os resultados mostram um cenário de forte polarização entre os dois principais grupos políticos do país, com pequena diferença nas simulações de segundo turno.
Como está o cenário de primeiro turno?
Na simulação de primeiro turno, Lula amplia a vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro. Os números apresentados pelo levantamento são:
- Lula (PT): 42%
- Flávio Bolsonaro (PL): 33%
- Ronaldo Caiado (PSD): 6%
- Renan Santos (Missão): 5%
- Romeu Zema (Novo): 3%
Os demais entrevistados declararam voto branco, nulo, indecisão ou preferência por outros nomes.
Como Lula aparece contra outros possíveis adversários?
Além da disputa contra Flávio Bolsonaro, o instituto simulou outros cenários de segundo turno. Segundo a pesquisa:
- Lula teria 46%, contra 42% de Romeu Zema;
- Lula registraria 45%, contra 43% de Ronaldo Caiado;
- Contra Renan Santos, Lula apareceria com 47%, enquanto o adversário teria 39%.
Em todos esses cenários, as diferenças variam conforme a margem de erro e devem ser interpretadas dentro dos limites estatísticos do levantamento.
Rejeição continua elevada entre os principais nomes
A pesquisa também mediu o índice de rejeição dos possíveis candidatos. Os resultados mostram:
- Flávio Bolsonaro: 50%
- Lula: 48%
- Romeu Zema: 32%
- Ronaldo Caiado: 29%
- Renan Santos: 27%
A rejeição representa o percentual de eleitores que afirmam que não votariam de forma alguma em determinado candidato.
Índices elevados podem dificultar a ampliação do eleitorado durante a campanha, tornando decisiva a disputa pelos eleitores indecisos ou que ainda podem mudar de posição.
O eleitor prefere manter a polarização?
O levantamento também perguntou qual perfil de candidato os brasileiros preferem para a próxima eleição presidencial. Os resultados foram:
- 39% preferem Lula;
- 36% preferem Flávio Bolsonaro, um candidato apoiado por Jair Bolsonaro ou alguém da família Bolsonaro;
- 22% afirmam preferir um nome fora desses dois grupos políticos.
Os números indicam que a polarização entre os dois principais campos políticos continua predominante entre os entrevistados.
Como os brasileiros avaliam o governo Lula?
A pesquisa também mediu a avaliação da atual administração federal. Segundo o levantamento:
- 43% classificam o governo como ruim ou péssimo;
- 36% avaliam como ótimo ou bom;
- 20% consideram a gestão regular.
Quando perguntados sobre aprovação do governo:
- 49% disseram desaprovar;
- 47% afirmaram aprovar.
Esses indicadores ajudam a compreender o ambiente político em que ocorre a disputa eleitoral, embora não determinem, por si só, o comportamento do eleitor nas urnas.
O que significa empate técnico?
Empate técnico ocorre quando a diferença entre os candidatos fica dentro da margem de erro da pesquisa. Neste levantamento, a margem é de dois pontos percentuais. Como Lula aparece com 47% e Flávio Bolsonaro com 43%, a diferença de quatro pontos corresponde exatamente ao limite da margem de erro combinada, razão pela qual o instituto classifica o cenário como estatisticamente indefinido.
Isso não significa que os candidatos tenham exatamente o mesmo número de votos, mas que os dados não permitem afirmar, com segurança estatística, quem está à frente.
O que acontece agora?
A pesquisa representa um retrato da opinião dos eleitores no período em que as entrevistas foram realizadas.
Novos levantamentos ao longo da campanha poderão indicar mudanças nas intenções de voto, na avaliação do governo e no comportamento do eleitorado, especialmente entre os indecisos e aqueles que ainda podem alterar sua escolha.
Entenda o contexto
Pesquisas eleitorais servem para medir a intenção de voto em determinado momento e não representam uma previsão do resultado da eleição.
A legislação brasileira exige que levantamentos desse tipo sejam registrados na Justiça Eleitoral e informem metodologia, período de coleta, margem de erro e nível de confiança. Esses elementos permitem que partidos, especialistas e eleitores interpretem os resultados de forma transparente.
No cenário apresentado pela BTG/Nexus, os dados mostram uma disputa ainda competitiva, com vantagem numérica de Lula nas simulações divulgadas, mas com um segundo turno que permanece estatisticamente indefinido diante da margem de erro do levantamento.