Beatrice Kitsos e David Iacono serão casal em “Melhor do que nos Filmes”

Atores vão interpretar Liz e Wes na adaptação do best-seller de Lynn Painter, que conquistou quase 1 milhão de leitores no Brasil
Redação NC News
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David Iacono assume o papel de Wesley na adaptação de ‘Melhor do que nos Filmes’, comédia romântica que sai das redes sociais para o audiovisual. Ele contracena com Beatrice Kitsos, escalada como Liz, a protagonista.

A escolha de Iacono atende a um desejo antigo dos leitores. A comunidade de fãs já o apontava como o “mocinho ideal” quando o livro ainda circulava apenas entre recomendações de BookTok.

BookTok transforma escalação em campanha de fã-clube

O romance de Lynn Painter nasce para as telas impulsionado por uma base de leitores incomum. No BookTok, a história viraliza em vídeos, listas de favoritos e fan casts que, na prática, funcionam como teste de elenco informal.

“‘Melhor do que nos Filmes’ se tornou um sucesso no BookTok e o público rapidamente escolheu Iacono para viver o papel do mocinho, antes mesmo do livro ganhar uma adaptação”, registra a CNN Brasil sobre a mobilização dos fãs. Nas redes, o nome do ator aparece repetidamente em montagens, trechos de cenas sonhadas e comparações com o personagem.

Beatrice Kitsos também chega ao projeto cercada por expectativas. A atriz aparece recentemente em ‘Percy Jackson e os Olimpianos’ e em filmes de terror como ‘Não Abra’ e ‘O Exorcista’, de 2017, o que reforça a mudança de chave para a comédia romântica juvenil. Ela própria usa o Instagram para demonstrar interesse no papel de Liz, ecoando o movimento dos leitores.

Liz, Wesley e a reinvenção dos clichês românticos

No enredo, Liz é uma jovem obcecada por comédias românticas. Ela cresceu colecionando cenas de filmes, falas decoradas e finais felizes. Ao se apaixonar por Michael Young, o garoto que encaixa perfeitamente no molde de mocinho que ela idealiza, decide que a vida real precisa seguir o roteiro que conhece de cor.

Para isso, arma um plano com Wesley, seu vizinho irritante, que a acompanha desde a infância. O acordo é simples: ele ajuda Liz a se aproximar de Michael; em troca, ganha vantagens sociais na escola. O jogo, claro, foge do previsto. A convivência forçada reabre lembranças, revela afinidades e empurra os dois para territórios que nenhum dos scripts de Liz previa.

O livro dialoga diretamente com os códigos do gênero. Recorre ao caminho de inimigos que se tornam amantes, ao “garoto da porta ao lado” e aos relacionamentos falsos que evoluem para algo real. Em vez de apenas repetir fórmulas, a autora usa esses clichês como matéria-prima para discutir expectativas românticas, pressão das redes e a diferença entre o amor que se imagina e o que de fato acontece.

Com Iacono como Wesley e Kitsos como Liz, a adaptação promete reforçar essa leitura contemporânea. Os dois trazem currículos marcados por produções voltadas ao público jovem. Ele aparece em ‘Jurassic World: Recomeço’, ‘Rua do Medo: Rainha do Baile’ e nas séries ‘Ladrões de Drogas’ e ‘O Verão Que Mudou a Minha Vida’, o que o aproxima desse universo de coming of age e romance.

Fãs ganham voz na escolha do elenco e no rumo da autora

O peso da comunidade digital não se limita a ‘Melhor do que nos Filmes’. A movimentação em torno da obra ajuda a consolidar Lynn Painter como um dos nomes mais disputados na prateleira de romances juvenis adaptáveis. O próximo passo já está anunciado: ‘Fake Skating’, ainda inédito no Brasil, também segue para o audiovisual.

Nessa nova adaptação, a direção fica com Josh Boone, conhecido pelo trabalho em ‘A Culpa é das Estrelas’, outro romance jovem que passa com sucesso das páginas para as telas. A escolha indica que o mercado aposta em repetir a fórmula: histórias de forte apelo emocional, base de leitores consolidada e foco no público que transita com naturalidade entre livro, streaming e rede social.

O movimento confirma uma tendência que ganha força hoje. Leitores deixam de ser apenas consumidores para atuar como espécie de curadoria viva. Marcam elenco ideal, indicam autores, pressionam estúdios. Em ‘Melhor do que nos Filmes’, o caminho de Iacono até Wesley resume esse processo: de sugestão em vídeos de BookTok à escalação oficial.

Para os estúdios, o modelo reduz o risco. Ao adaptar um título que já mostra força orgânica nas redes e ao seguir escolhas defendidas por fãs, a produção chega ao público com uma base aquecida. Para os leitores, a contrapartida é a sensação de participação criativa, ainda que o controle final siga nas mãos de produtores, roteiristas e diretores.

O que vem agora para ‘Melhor do que nos Filmes’

Com o par romântico definido, a adaptação entra em uma fase decisiva. A partir da confirmação de David Iacono e Beatrice Kitsos, o projeto passa a enfrentar o desafio de equilibrar fidelidade ao texto e liberdade de linguagem audiovisual.

As gravações e o lançamento ainda não têm calendário público, o que não impede que o hype siga em alta. Trechos do livro, montagens com fotos do elenco e especulações sobre trilha sonora e mudanças no roteiro circulam com intensidade nas redes. O público acompanha cada novo detalhe, da formação do elenco coadjuvante ao figurino.

O desfecho permanece aberto: resta saber se a versão para as telas vai entregar aos fãs o “felizes para sempre” que eles projetam para os próprios personagens. Enquanto isso, a confirmação de Iacono como Wesley consolida a influência do BookTok sobre o centro da indústria do entretenimento jovem.

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