Ter um animal de estimação pode representar muito mais do que companhia. Pesquisas científicas recentes indicam que a convivência com cães e gatos pode contribuir para a saúde do cérebro e ajudar a retardar o declínio cognitivo em idosos, reforçando a importância dos pets para um envelhecimento mais saudável.
Um estudo da Universidade da Flórida, publicado no Journal of Aging and Health, analisou pessoas com mais de 65 anos e constatou que aquelas que conviveram com animais de estimação por mais de cinco anos apresentaram um atraso no declínio cognitivo em comparação com quem nunca teve um pet ou manteve essa convivência por um período menor.
Os pesquisadores apontam que a rotina de cuidar de um animal estimula diversas funções do cérebro. Alimentar, brincar, criar hábitos diários e interagir constantemente com o pet ajudam a manter a mente ativa, além de promoverem bem-estar emocional.
Passear com o cachorro também faz diferença
Outra pesquisa, liderada por Erika Friedmann e Nancy Gee, da Universidade de Maryland, e publicada na revista Scientific Reports, reforçou os benefícios da convivência com animais de estimação durante o envelhecimento.
O estudo concluiu que possuir um pet — especialmente um cachorro — e manter o hábito de levá-lo para passear regularmente pode contribuir para a preservação da função cognitiva. As caminhadas estimulam a prática de atividade física, favorecem o contato social e ajudam a manter o cérebro ativo.
Segundo os pesquisadores, esses fatores estão diretamente relacionados à redução do risco de perdas cognitivas ao longo dos anos.
Benefícios vão além da memória
Especialistas destacam que os animais de estimação também desempenham um papel importante na saúde emocional dos idosos. A presença dos pets pode reduzir sentimentos de solidão, ansiedade e estresse, além de incentivar a criação de uma rotina mais ativa.
Entre os principais benefícios observados estão:
Estímulo à memória e ao raciocínio;
Maior prática de atividades físicas;
Redução da sensação de isolamento social;
Diminuição do estresse e da ansiedade;
Melhora do humor e da qualidade de vida;
Fortalecimento da interação social durante passeios e atividades ao ar livre.
Um aliado para um envelhecimento saudável
Embora os pesquisadores ressaltem que ter um animal de estimação não substitui cuidados médicos, alimentação equilibrada e exercícios físicos, as evidências mostram que a convivência com os pets pode ser uma importante aliada na promoção da saúde física, mental e emocional.
Com o aumento da expectativa de vida, iniciativas que favoreçam a preservação das funções cognitivas ganham cada vez mais relevância. Nesse cenário, cães e gatos deixam de ser apenas companheiros e passam a ocupar um papel importante na busca por um envelhecimento mais ativo, independente e com melhor qualidade de vida.