UFC 331 reforça protagonismo brasileiro em card em Los Angeles

Evento em Los Angeles destaca lutadores brasileiros em confrontos emocionantes no octógono.
Redação NC News
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O UFC 331 confirma um card com forte presença brasileira em Los Angeles, com Charles do Bronx x Arman Tsarukyan na luta principal, Renato Moicano x Brian Ortega e mais dois duelos com atletas do país.

Revanche de luxo entre Charles e Tsarukyan ganha cinco rounds

O confronto entre Charles do Bronx e Arman Tsarukyan passa de três para cinco rounds e assume o papel de luta principal do UFC 331, marcado para 18 e 19 de setembro em Los Angeles. A decisão eleva o peso esportivo do duelo, mesmo sem a disputa formal de cinturão.

De acordo com informações divulgadas inicialmente por Manouk Akopyan e confirmadas por Leo Guimarães, “o duelo não será válido pelo cinturão BMF, atualmente em posse de Charles”. A organização, porém, reviu o formato original. “Inicialmente, o combate havia sido programado para três rounds, mas o UFC voltou atrás na decisão e optou por transformá-lo em uma luta principal de cinco rounds”, aponta a apuração.

O brasileiro chega em alta após a vitória sobre Max Holloway no UFC 326, em março, resultado que recoloca seu nome entre os favoritos na divisão dos leves. O armênio, por sua vez, representa a nova geração do peso leve e encara o combate como atalho para disputar o título linear no curto prazo.

A mudança para cinco assaltos altera a equação estratégica. Charles, conhecido pelo volume de golpes e pelo jiu-jítsu agressivo, ganha mais tempo para encontrar o pescoço ou o queixo do rival. Tsarukyan, em excelente fase física, aposta no ritmo constante e na luta agarrada para desgastar o brasileiro. Os dois têm histórico de boa resistência, o que transforma o duelo em teste de fôlego e de tomada de decisão.

Moicano volta em revanche contra Ortega e reacende rivalidade

O UFC 331 também marca o retorno de Renato Moicano, agora estabelecido entre os leves, mas carregando uma pendência antiga na carreira. Ele enfrenta Brian Ortega em um reencontro que mexe com duas divisões e com a memória dos fãs.

“O embate será uma revanche entre os dois lutadores.” No primeiro encontro, em 2017, Ortega finalizou o brasileiro no terceiro round e se consolidou como candidato ao topo do peso pena, até 66kg. Hoje, Moicano atua na divisão até 70kg, enquanto o rival segue associado à categoria de origem, mas aceita o ajuste de peso para o duelo em Los Angeles.

A revanche deveria ter acontecido em março, porém o norte-americano se lesionou e deixou o card. Moicano foi remanejado, encarou Chris Nolan em abril e venceu bem, o que manteve o embalo. A volta agora ganha contornos maiores: além de lavar a alma, o brasileiro tenta uma vitória sobre um ex-desafiante ao título, algo que costuma pesar na hora de negociar lutas grandes.

Nos bastidores, a expectativa é alta. “Renato Moicano deve ter o retorno ao UFC anunciado em breve”, adiantou Leo Guimarães ao revelar o acerto do combate. A confirmação da revanche movimenta tanto o ranking dos leves quanto a imagem de Ortega, que tenta provar que ainda é força relevante depois de um período de inatividade.

Ryan Gandra e Brunno Hulk puxam nova e velha guarda brasileira

O card em Los Angeles também expõe duas faces do MMA brasileiro no peso médio, até 84kg. De um lado, Ryan Gandra, mineiro de Betim, entra em ação como símbolo da nova geração. Do outro, Brunno “Hulk” Ferreira busca recuperação depois de duas derrotas seguidas contra rivais duros.

Gandra constrói uma ascensão meteórica na organização. “Ryan Gandra chegou como um furacão na categoria peso médio do UFC”, descrevem as análises recentes. Ele venceu as duas primeiras lutas na casa ainda no primeiro round, desempenho que o colocou rapidamente no radar como promessa da divisão.

O próximo passo é contra o veterano Ozzy Diaz, que soma apenas uma vitória no evento principal do MMA mundial, mas carrega anos de experiência em circuitos menores. A luta vale mais do que um terceiro triunfo consecutivo: em caso de novo desempenho dominante, o brasileiro pode encurtar o caminho até o top 15.

Brunno Hulk vive momento oposto. Depois de uma boa sequência, ele esbarrou em Gregory “Robocop”, na revanche, por nocaute, e depois no russo Ikram Aliskerov, especialista em amarrar o jogo. Agora, enfrenta Edmen Shahbazyan, norte-americano de origem armênia que também tenta reencontrar o melhor momento após anos de altos e baixos.

O confronto funciona quase como eliminatória informal de sobrevivência no topo da categoria. Quem vencer se mantém na rota de confrontos relevantes; quem perder pode ser empurrado para a parte baixa do ranking ou até ver o contrato ameaçado em um futuro próximo.

Card perde superluta feminina, mas mantém peso esportivo

O UFC 331 chega a Los Angeles sem a superluta feminina que muitos esperavam. O plano de colocar Kayla Harrison e Amanda Nunes na disputa do cinturão peso-galo, até 61,2kg, foi adiado e o duelo sai do card.

A ausência impacta a diversidade do evento e tira um possível segundo atrativo principal, com grande apelo midiático. Ainda assim, a organização investe no protagonismo brasileiro para sustentar o interesse. Três lutas com atletas do país em situações distintas — campeão simbólico em alta, veterano em revanche pessoal e promessa em ascensão — ajudam a manter o card no radar global.

A ampliação da luta de Charles para cinco rounds reforça essa estratégia. O UFC sinaliza que enxerga o duelo com Tsarukyan como confronto de elite, digno de palco central mesmo sem cinturão em jogo. A decisão também aumenta a pressão sobre os protagonistas, que passam a carregar a responsabilidade de fechar a noite em duas datas consecutivas de evento, algo raro.

Para o público brasileiro, o card em Los Angeles funciona como termômetro. O desempenho de Charles, Moicano, Gandra e Brunno pode influenciar diretamente os próximos calendários, a definição de novos desafiantes e o número de brasileiros escalados para cards internacionais. A resposta da torcida, medida em audiência e venda de ingressos, tende a pesar nas escolhas da organização para o fim do ano e para a próxima temporada.

Com pouco mais de um mês e meio até o evento, a tendência é de intensificação da promoção, definição de horários e abertura oficial da venda de ingressos. Resta saber se o UFC apostará em mais um grande combate para complementar o topo do card ou se a aposta definitiva será nesse pacote de histórias brasileiras em busca de afirmação e retomada.

Qual é a data do UFC 331?

O UFC 331 está programado para acontecer em 18 e 19 de setembro, em dois dias de evento em Los Angeles.

Quais lutas estão confirmadas para o UFC 331?

Estão confirmados Charles do Bronx x Arman Tsarukyan na luta principal, Renato Moicano x Brian Ortega, Ryan Gandra x Ozzy Diaz e Brunno “Hulk” Ferreira x Edmen Shahbazyan.

Quem são os adversários de Charles do Bronx no UFC 331?

No UFC 331, em Los Angeles, Charles do Bronx enfrenta o armênio Arman Tsarukyan, em uma revanche programada para cinco rounds.

Renato Moicano vai lutar no UFC 331? Contra quem?

Sim. Renato Moicano está escalado para o UFC 331 e fará uma revanche contra Brian Ortega, em duelo que reacende a antiga rivalidade entre os dois.

Onde será realizado o UFC 331?

O UFC 331 será realizado em Los Angeles, nos Estados Unidos, com programação dividida entre os dias 18 e 19 de setembro.

Quais são as principais rivalidades ou revanches no UFC 331?

As principais revanches do UFC 331 são Charles do Bronx x Arman Tsarukyan na luta principal e Renato Moicano x Brian Ortega, reencontro após o duelo de 2017.


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