A investigação sobre o ataque a faca que deixou três funcionários mortos na fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo (SP), continua em andamento. O crime aconteceu na manhã de sábado (1º), durante a troca de turno de trabalhadores da unidade.
O autor, um funcionário terceirizado de 33 anos, foi preso logo após o ataque. Segundo a Polícia Civil, ele conhecia as vítimas e havia ido até a empresa mesmo estando de férias.
O que já se sabe sobre o caso?
Até o momento, a investigação reuniu as seguintes informações:
O ataque ocorreu dentro da unidade da Bombril em São Bernardo do Campo.
Três funcionários morreram após serem atingidos com golpes de faca.
O suspeito era funcionário terceirizado da empresa.
Ele foi preso logo após o crime.
As vítimas também prestavam serviços na fábrica.
O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio.
Qual teria sido a motivação?
A principal linha de investigação busca esclarecer o que levou o funcionário terceirizado a cometer o ataque. O boletim de ocorrência cita relatos de testemunhas sobre a possibilidade de episódios de bullying, mas essa hipótese ainda é investigada pela Polícia Civil e não foi confirmada pelas autoridades.
Em nota, a Bombril informou que não há registros de denúncias de bullying envolvendo os funcionários relacionados ao caso.
Como aconteceu o ataque?
Segundo os depoimentos colhidos pela polícia, o primeiro funcionário foi atacado próximo aos banheiros da fábrica.
Na sequência, outras duas vítimas foram esfaqueadas. Uma delas tentou fugir, enquanto outra procurou intervir para conter o agressor, mas também foi atingida. Colegas acionaram equipes de emergência e a Polícia Militar, que prenderam o suspeito no local.
O que ainda falta esclarecer?
Apesar dos avanços, a investigação ainda busca responder perguntas importantes:
- O que motivou exatamente o ataque?
- Houve planejamento prévio?
- Existem registros anteriores de conflitos entre o suspeito e as vítimas?
- O autor apresentava algum problema de saúde que possa ter influenciado sua conduta?
- Há imagens de câmeras internas que ajudem a reconstruir toda a sequência do crime?
- Esses pontos serão analisados pela Polícia Civil durante a conclusão do inquérito.
O que diz a Bombril sobre a investigação?
Em nota oficial, a Bombril informou que não havia registros de denúncias de bullying envolvendo os funcionários relacionados ao ataque que deixou três mortos na unidade de São Bernardo do Campo.
A empresa também destacou que mantém um canal de ética disponível para todos os colaboradores, incluindo funcionários terceirizados, por meio do qual é possível relatar episódios de bullying, assédio ou qualquer outra conduta considerada inadequada.
Segundo a companhia, o sistema faz parte das medidas internas de integridade e permanece acessível para o recebimento de denúncias. A Bombril afirmou ainda que continua colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação, que busca esclarecer a motivação do crime.
O que acontece agora?
A Polícia Civil continuará ouvindo testemunhas, analisando imagens de monitoramento e reunindo provas para esclarecer completamente as circunstâncias do ataque.
O inquérito deverá apontar se houve premeditação, confirmar a motivação do crime e reunir todos os elementos necessários para a conclusão da investigação.