Os bancários de São Paulo decidiram paralisar as atividades por 24 horas nesta quinta-feira (20), depois de rejeitarem a proposta de reajuste salarial apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A decisão foi aprovada por 89,34% dos trabalhadores que participaram da votação.
Antes disso, 97,66% dos bancários haviam votado contra a proposta apresentada pelos bancos. Para a categoria, as condições oferecidas são consideradas inaceitáveis.
O que os bancários estão reivindicando
Entre as principais reivindicações estão aumento real dos salários, valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e melhorias em benefícios como vale-refeição e vale-alimentação.
A categoria também cobra compromissos que, segundo o sindicato, foram assumidos durante a negociação anterior.
A proposta mais recente apresentada pela Fenaban previa três faixas de reajuste e o congelamento do piso de ingresso. Os trabalhadores rejeitaram as condições durante a votação.
Sindicato critica proposta dos bancos
A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, afirmou que o reajuste oferecido não seria compatível com os resultados financeiros registrados pelo setor.
Segundo ela, os bancos tiveram lucro superior a R$ 124 bilhões em 2025, argumento utilizado pela categoria para defender uma negociação considerada mais favorável aos trabalhadores.
Bancos dizem que negociação continua
A Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, afirmou que as negociações com a categoria seguem o cronograma estabelecido.
A entidade também declarou esperar que as conversas resultem em um acordo considerado satisfatório para os dois lados. A data-base dos bancários é 1º de setembro, e a paralisação acontece durante as negociações da campanha salarial da categoria.
Greve não adia vencimento de contas
Apesar da paralisação, contas que vencem durante a greve não têm o prazo automaticamente prorrogado.
Clientes que tiverem boletos ou outros compromissos financeiros com vencimento na quinta-feira devem manter os pagamentos em dia, utilizando, quando disponíveis, aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos e outros canais oferecidos pelos bancos.
A paralisação afeta principalmente o atendimento presencial nas agências, mas não significa suspensão das obrigações financeiras dos clientes.
Paralisação será de 24 horas
A mobilização está prevista para ocorrer durante todo o dia 20 de agosto. O movimento foi aprovado pelos trabalhadores de São Paulo em meio à negociação nacional entre bancários e representantes dos bancos.
A expectativa agora é que as negociações continuem, enquanto a categoria pressiona por mudanças na proposta apresentada pela Fenaban.