Barroso chama sistema eleitoral de “desastre” e defende mudança profunda nas regras do voto

Em evento do Lide, ex-presidente do STF voltou a criticar o modelo usado para eleger deputados e vereadores e afirmou que o sistema atual produz distorções, campanhas caras e baixa representatividade.
Redação NC News
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O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a fazer duras críticas ao sistema eleitoral brasileiro durante participação em um evento do Lide nesta sexta-feira (21). Ao comentar o modelo atual de eleição proporcional com lista aberta, utilizado para escolher deputados federais, estaduais e vereadores, Barroso classificou o formato como um verdadeiro

“desastre”

e  defendeu uma ampla reforma política.

Segundo o ministro, o sistema em vigor cria um distanciamento entre eleitores e representantes, dificulta a prestação de contas dos parlamentares e encarece as campanhas eleitorais. Em outras ocasiões, Barroso já havia afirmado que o modelo “funciona muito mal”, porque o eleitor vota em um candidato, mas parte do resultado acaba sendo definida pelo desempenho do partido ou federação.

Para o magistrado, a reforma política deveria estar entre as prioridades nacionais. Ele tem defendido alternativas como o voto distrital misto, sistema que combina a escolha direta de representantes por regiões com a representação proporcional dos partidos.

Crítica vai além das eleições

Durante sua participação no evento, Barroso também abordou outros temas ligados à democracia e ao funcionamento das instituições. O ministro ressaltou a necessidade de fortalecer a representatividade política e melhorar a conexão entre a população e seus representantes, apontando que a atual estrutura eleitoral contribui para a fragmentação partidária e para campanhas cada vez mais caras.

Debate antigo, mas que ganha força em ano eleitoral

As declarações ocorrem em meio ao calendário das eleições de 2026 e recolocam no centro do debate uma discussão que atravessa diferentes governos e legislaturas: a mudança das regras eleitorais brasileiras.

Embora Barroso seja um dos principais defensores da reforma política, qualquer alteração no sistema depende de aprovação do Congresso Nacional. Atualmente, deputados são eleitos pelo sistema proporcional de lista aberta, modelo adotado há décadas no país.

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