O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, endureceu o discurso sobre segurança pública durante um comício nesta sexta-feira (21), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.
Ao falar sobre o combate ao crime organizado, o senador acusou o presidente Lula (PT) de “passar a mão na cabeça” de criminosos e prometeu uma política de enfrentamento mais dura contra facções e milícias caso seja eleito.
“Metam o pé até o final do ano, enquanto vocês têm um presidente da República que passa a mão na cabeça de vocês, porque a partir do ano que vem, ou vocês serão presos, ou vocês serão neutralizados pelas nossas polícias”, afirmou Flávio, dirigindo-se a integrantes do crime organizado.
O candidato disse que o combate às facções criminosas será uma de suas prioridades em um eventual governo e afirmou que os integrantes do Comando Vermelho, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de milícias serão tratados como terroristas.

Durante o ato, Flávio também usou um colete à prova de balas.
Punição para ladrões de celulares
Flávio prometeu ainda aumentar a punição para quem cometer roubos de celulares. Segundo o candidato, os autores desse tipo de crime deverão cumprir pelo menos oito anos de prisão e trabalhar durante o período de detenção.
“Eu não vou mais admitir passar a mão na cabeça de ladrão de celular. Ladrão de celular vai ficar preso por, no mínimo, oito anos na cadeia e vai ter que trabalhar para pagar a sua estadia. Para dar valor e saber como é difícil comprar um celular”, declarou.
Na sequência, o candidato afirmou que o roubo de celulares causa impactos que vão além da perda do aparelho, já que os dispositivos armazenam informações pessoais, fotos, vídeos, senhas bancárias e e-mails.
A proposta faz parte do eixo de segurança pública do plano de governo de Flávio, chamado “Brasil Sem Medo”.
Segundo dados citados pela campanha, cerca de 68 milhões de brasileiros vivem atualmente em áreas com presença ou domínio de facções criminosas e milícias. A informação é atribuída ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Combate ao feminicídio
O candidato também incluiu o combate à violência contra as mulheres entre as propostas de segurança. Flávio afirmou que o Brasil registrou recorde de mortes de mulheres por razões relacionadas ao gênero durante o governo Lula e prometeu ampliar o uso de tecnologia para prevenir feminicídios.
“O Brasil no governo Lula é o recordista de morte e assassinatos de mulheres simplesmente pelo fato de serem mulheres. Nós vamos botar um ponto final nisso. Eu vou tomar conta e proteger as mulheres brasileiras de covardes que espancam ou assassinam mulheres”, disse.
Flávio afirmou ainda que pretende utilizar mecanismos tecnológicos para acionar as forças de segurança quando uma mulher estiver em situação de risco.
“Nós vamos garantir com tecnologia que as mulheres não sejam mais vítimas destes marginais, pois, se chegarem perto delas, a polícia será acionada automático”, declarou.
Bolsa Família e emprego para jovens
Durante o discurso, Flávio também falou sobre programas sociais e afirmou que pretende manter o Bolsa Família caso seja eleito.
“Você que recebe Bolsa Família, nós vamos manter esse benefício e vamos melhorar ainda mais a sua vida”, afirmou.
O candidato associou a manutenção do programa à oferta de cursos de formação profissional e oportunidades de trabalho.
Ao falar especificamente sobre a Baixada Fluminense, Flávio defendeu medidas para ampliar a geração de emprego e renda na região. Uma das propostas apresentadas foi aproximar empresas das escolas técnicas profissionalizantes para que os estudantes terminem a formação já com possibilidades de inserção no mercado de trabalho.
“Você que é jovem, vamos trazer as empresas pra dentro das escolas técnicas profissionalizantes para que vocês concluam o ensino técnico, tenham um diploma pendurado, mas que tenham também um emprego que pague bem garantido, porque você se preparou e é mérito seu”, afirmou.
Comício na Baixada Fluminense
Flávio participou do ato ao lado do candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, do candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, dos candidatos ao Senado Carlos Jordy e Carlos Portinho e de candidatos a deputado estadual e federal.

Ao final do discurso, o candidato voltou a criticar o PT e afirmou que o país não suportaria mais quatro anos de governo do partido.
“O Brasil tem jeito, mas ninguém aguenta mais quatro anos de PT. O Brasil vai vencer com cada um de vocês!”, declarou.