França recolhe 260 mil preservativos e alerta para 40 mil vendidos

Autoridades identificaram risco de rompimento e perfurações em produtos e recomendam testes para quem utilizou os preservativos
Redação NC News
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Autoridades de saúde e defesa do consumidor da França emitiram um alerta para cerca de 300 mil preservativos potencialmente inseguros comercializados no país.

Do total, aproximadamente 260 mil unidades foram recolhidas após testes identificarem produtos com risco de rompimento ou presença de perfurações. Outras 40 mil unidades já haviam sido vendidas, principalmente pela internet.

França recolhe 260 mil camisinhas possivelmente defeituosas e recomenda testes de ISTs e gravidez. — Foto: Pexels
França recolhe 260 mil camisinhas possivelmente defeituosas e recomenda testes de ISTs e gravidez. — Foto: Pexels

Produtos podem oferecer risco à saúde

A Direção-Geral da Concorrência, do Consumo e da Repressão de Fraudes (DGCCRF) e a Direção-Geral da Saúde (DGS) identificaram cerca de 30 linhas de produtos comercializadas em plataformas de comércio eletrônico sem o selo de conformidade da União Europeia ou sem a rotulagem adequada em francês.

As autoridades também encontraram dois produtos que possuíam a marcação europeia, mas apresentavam problemas de conformidade. Um deles tinha risco de rompimento e o outro apresentava perfurações.

Autoridades recomendam testes

As pessoas que utilizaram os preservativos envolvidos no alerta foram orientadas a procurar serviços de saúde para realizar testes de infecções sexualmente transmissíveis.

Também é recomendado fazer um teste de gravidez em caso de atraso menstrual, devido ao risco de falha na proteção.

“Preservativos não conformes podem representar riscos graves para a saúde e a segurança dos utilizadores: infeções sexualmente transmissíveis, gravidezes não desejadas.”

Quatro marcas estão na lista

Entre as marcas citadas no alerta estão Friday Bae, Okamoto, Sagami e My Lubie. Os produtos foram encontrados em plataformas de comércio eletrônico, lojas e farmácias.

As autoridades francesas determinaram que as plataformas retirassem os anúncios dos produtos. Até o momento do alerta, 36 anúncios já haviam sido removidos.

Consumidores devem ficar atentos

A orientação é que os consumidores verifiquem a marcação CE, a data de validade e as condições da embalagem antes de utilizar preservativos comprados na França.

O caso permanece sob acompanhamento das autoridades sanitárias e de defesa do consumidor.

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