A médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, que atuava como tratadora de animais no Serviço de Cinotecnia do Senado Federal, morreu neste sábado (22/8), quatro dias após ser atacada por um cachorro no canil da Polícia Legislativa, em Brasília.
Ela estava internada em estado grave no Hospital de Base após sofrer mordidas na região do pescoço, que provocaram uma hemorragia.
Vitória foi atacada na terça-feira (18/8), enquanto cuidava de um dos cães utilizados pela Polícia Legislativa. Segundo informações preliminares da Polícia Civil, ela estava no canil para realizar um atendimento e foi mordida enquanto alimentava o animal, um pastor-belga-malinois.
A veterinária foi encontrada ferida por outro funcionário e levada às pressas para o hospital. Ela passou por uma cirurgia com a equipe de Cirurgia do Trauma, mas não resistiu aos ferimentos.
Em nota, o Senado lamentou a morte e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho de Vitória.
“Neste momento de dor, o Senado expressa sua solidariedade à família, amigos e colegas de trabalho de Vitória, lembrada pela dedicação com que sempre desempenhou suas atividades”, disse a instituição.
Veterinária já havia trabalhado no Senado
Vitória atuou como estagiária de Medicina Veterinária no Senado entre 2022 e 2024. Depois, retornou à instituição como profissional terceirizada, contratada por uma empresa responsável pelo manejo e pelos cuidados de saúde dos cães da corporação.
Ela exercia a função de tratadora de animais no Serviço de Cinotecnia do Senado, estrutura responsável pelo treinamento e emprego de cães especializados em atividades da Polícia Legislativa.
Após o ataque, o animal envolvido foi retirado das atividades operacionais. O cachorro será submetido a exames e permanecerá sob observação.
Como funciona a cinotecnia do Senado
A cinotecnia reúne técnicas e conhecimentos voltados ao estudo, criação, treinamento, manejo e emprego de cães em atividades específicas. Na segurança pública, os animais podem ser preparados para localizar substâncias, pessoas ou objetos por meio do olfato, além de atuar em situações que exigem intervenção e apoio operacional.
No Senado, o serviço tem entre suas atribuições o treinamento e o comando dos cães para tarefas de patrulha e policiamento, guarda, busca de pessoas e identificação de drogas ou explosivos por meio do faro. Os animais também podem ser empregados em intervenções em distúrbios civis e operações de busca e apreensão.
Atualmente, o Senado conta com quatro cães adultos preparados principalmente para operações de detecção e apoio às equipes de segurança.
Os animais são utilizados como uma ferramenta complementar ao trabalho dos policiais legislativos. A capacidade olfativa dos cães permite a realização de buscas e inspeções mais detalhadas, inclusive para auxiliar na identificação de materiais escondidos ou de difícil localização.
O trabalho depende de treinamento especializado e de cuidados permanentes. Os cães são condicionados a reconhecer determinados odores, responder a comandos e atuar em diferentes ambientes.
Ataque aconteceu no canil da Polícia Legislativa
O ataque ocorreu no canil da Polícia Legislativa do Senado Federal, onde Vitória trabalhava por meio da empresa terceirizada responsável pelo manejo e pelos cuidados de saúde dos animais.
As mordidas atingiram a região do pescoço da veterinária e provocaram uma hemorragia. Após ser socorrida e encaminhada ao Hospital de Base, Vitória permaneceu internada em estado grave antes de falacer.