O delegado da Polícia Civil de São Paulo Erivan Vera Cruz, que é alvo de uma investigação do Ministério Público de São Paulo, chegou com cerca de cinco horas de atraso ao expediente em uma delegacia de Mogi Guaçu, no interior paulista, no último sábado.
Segundo o Metrópoles, o delegado também recusou fazer o teste do bafômetro e uma coleta de sangue após autoridades presentes suspeitarem que ele pudesse estar alcoolizado.
DELEGADO MUDOU VERSÃO
Inicialmente, Erivan teria afirmado que estava atrasado porque participava de uma ocorrência grave em Jaguariúna, município onde também é titular de uma delegacia.
Porém, após uma verificação em sistemas de rastreamento, ele admitiu que não havia saído do município onde mora. Segundo a reportagem, o próprio delegado reconheceu que havia mentido sobre o motivo do atraso.
RECUSA AO BAFÔMETRO
Durante o episódio, um promotor do MPSP e um oficial da Polícia Militar teriam desconfiado de que o delegado estivesse sob efeito de álcool. Erivan se recusou a fazer o teste do bafômetro e também não aceitou realizar uma coleta de sangue.
O caso agora deverá gerar novas medidas administrativas e investigativas.
INVESTIGAÇÃO JÁ EXISTIA
O episódio aconteceu enquanto o delegado já era investigado pelo Ministério Público.
A apuração começou após reclamações de integrantes de forças policiais de cinco cidades do interior paulista, que relataram supostas dificuldades para apresentar presos em flagrante nas delegacias onde Erivan trabalhava.
Segundo a Promotoria, o delegado teria se recusado, demorado ou deixado de comparecer para atender algumas ocorrências. Em determinadas situações, os policiais precisariam levar os presos para outras delegacias, aumentando o deslocamento e sobrecarregando as equipes.
NOVO PROCEDIMENTO SERÁ ABERTO
O promotor Rodrigo Lopes afirmou que o novo episódio também será investigado.
“Com este novo episódio, acompanhamos e vamos instaurar um procedimento investigatório.”
A Corregedoria da Polícia Civil também informou que acompanha o caso e afirmou que eventuais ausências funcionais são tratadas pelos canais administrativos.
A Secretaria da Segurança Pública declarou que situações que demandem apuração são encaminhadas para as providências cabíveis.
DEFESA NÃO SE MANIFESTOU
A reportagem procurou a defesa de Erivan Vera Cruz, mas não recebeu resposta até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.
ENTENDA O CONTEXTO
O delegado Erivan Vera Cruz já era alvo de uma investigação do MPSP por reclamações relacionadas ao atendimento de ocorrências e à apresentação de presos em delegacias do interior de São Paulo.
No sábado, 22 de agosto, ele chegou atrasado ao expediente em Mogi Guaçu. Inicialmente, justificou a ausência dizendo que estava em uma ocorrência em Jaguariúna, mas depois admitiu que não havia deixado o município onde reside.
Durante o episódio, também recusou o bafômetro e a coleta de sangue após autoridades suspeitarem que ele pudesse estar alcoolizado.
A Corregedoria da Polícia Civil apura o caso, enquanto o MPSP informou que vai instaurar um novo procedimento investigatório.