Candidatos a presidente 2026: Flávio cresce e Lula enfrenta crise

Levantamentos indicam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, com partidos do centro disputando apoio decisivo.
Redação NC News
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Lula e Flávio Bolsonaro entram na reta decisiva da corrida ao Planalto em clima de empate técnico, enquanto o centrão testa a força de cada um nas pesquisas diárias.

O movimento de alta do senador do PL, medido por trackings internos e confirmado por um levantamento nacional da Gerp, pressiona o presidente em meio ao desgaste provocado por investigações que miram aliados e familiares. A disputa pelo apoio de PP e União Brasil, blocos decisivos em qualquer coalizão, ganha centralidade no tabuleiro.

Trackings diários acendem alerta no Planalto

Dirigentes de PP e União Brasil acompanham, dia a dia, levantamentos encomendados para medir o humor do eleitorado. Nessas sondagens internas, Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados, mas a curva recente favorece o candidato do PL.

“Os dados têm mostrado empate técnico entre Lula e Flávio, mas com movimento de alta para o candidato do PL”, afirma um dirigente do União Brasil, que participa diretamente da análise dos trackings. Segundo ele, a inflexão ocorre de forma mais nítida nos últimos cinco dias.

Lideranças do PP fazem diagnóstico parecido e associam a virada à agenda negativa que envolve pessoas próximas ao presidente. “As investigações envolvendo Fábio Luís e Marcola são consideradas fator central para a piora do desempenho do presidente”, diz uma dessas lideranças, em referência ao filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, e ao ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

Na federação que reúne PP e União Brasil, o ambiente muda. A neutralidade, mantida até agora como forma de preservar espaços em um eventual segundo turno, passa a ser vista como risco. Parte dos dirigentes defende que o grupo se mova antes e se alinhe a Flávio Bolsonaro, capitalizando o momento de alta.

Pesquisa nacional da Gerp põe Flávio à frente no 2º turno

O termômetro mais visível desse rearranjo chega com a pesquisa da Gerp, feita com 2.400 eleitores em todo o país entre 21 e 25 de agosto, com margem de erro de 2 pontos percentuais e registro BR-03547/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.

No cenário de segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 47% das intenções de voto. Lula registra 42%. Outros 8% dizem que não votariam em nenhum dos dois, e 3% não sabem responder. Dentro da margem de erro, o quadro ainda permite leitura de disputa apertada, mas o fato numérico de o senador liderar alimenta o discurso de seus aliados no Congresso.

A mesma pesquisa mede o humor em relação ao governo. A desaprovação a Lula atinge 51%, enquanto 43% aprovam a gestão e 6% não sabem avaliar. Para articuladores do centrão, esse dado pesa tanto quanto a fotografia eleitoral. “Candidato que entra na campanha com mais da metade do eleitorado desaprovando o governo carrega uma âncora”, resume um parlamentar do bloco.

O levantamento foi custeado pela Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo, por R$ 20.000. O patrocínio de uma entidade ligada à radiodifusão reforça o interesse do setor em monitorar o cenário que definirá o próximo ocupante do Planalto, interlocutor direto na regulação da mídia.

PT fala em estabilidade e tenta conter erosão

No núcleo da campanha petista, o discurso é de tranquilidade. Integrantes do comitê de Lula minimizam os números em circulação no centrão e sustentam que seus levantamentos próprios ainda colocam o presidente na frente. “Os trackings contratados pelo PT seguem estáveis, com Lula na liderança”, afirma um integrante da campanha.

Estratégias internas, porém, apontam preocupação. A comunicação do governo acelera a defesa de resultados econômicos e programas sociais, em tentativa de deslocar o foco das investigações sobre Fábio Luís e Marcola. Assessores avaliam que episódios envolvendo a família do presidente ativam memórias de escândalos anteriores e potencializam a percepção de desgaste.

Aliados pressionam por uma resposta mais política, que envolva também aparições públicas de Lula ao lado de lideranças do centrão ainda fiéis, para sinalizar que o eixo de sustentação no Congresso permanece firme. A ideia é mostrar que, mesmo sob ataque, o presidente mantém capacidade de articulação e governabilidade.

Centrão negocia preço do apoio em cenário volátil

Nos gabinetes de PP e União Brasil, o cálculo é pragmático. Com um eleitorado dividido e a rejeição ao governo em alta, dirigentes veem espaço para negociar com mais dureza tanto com o Planalto quanto com o entorno de Flávio Bolsonaro.

Em conversas reservadas, parlamentares cobram compromissos concretos: repartição de ministérios estratégicos, proteção a emendas e participação em eventuais reformas econômicas. A possibilidade de uma declaração formal de apoio ao senador do PL, antes mesmo do início oficial da campanha, passa a ser discutida em reuniões internas.

O movimento, se consolidado, tende a redesenhar o mapa da disputa. Com o centrão ao lado, Flávio ganha tempo de TV, capilaridade municipal e maior acesso a financiadores privados. Lula, por sua vez, teria de reforçar a dependência de partidos de esquerda e centro-esquerda, além de buscar pontes com segmentos hoje mais distantes, como parte do empresariado.

O ambiente político fica mais polarizado. Segmentos do eleitorado que desaprovam o governo, mas resistiam a um retorno da família Bolsonaro ao Planalto, passam a ser o alvo mais disputado da campanha. A narrativa sobre ética, combate à corrupção e responsabilidade fiscal volta ao centro do debate, disputando espaço com temas sociais.

Pesquisas diárias, internas e registradas, devem continuar guiando cada passo. PP e União Brasil monitoram especialmente o voto no Sudeste e no Nordeste, regiões em que pequenas oscilações podem decidir o resultado. A disputa, hoje em empate técnico, entra em uma fase em que cada ponto percentual muda a correlação de forças e redefine o preço do apoio no centrão.

O que mostra a pesquisa Gerp sobre Lula e Flávio Bolsonaro?

A pesquisa Gerp registra 47% das intenções de voto para Flávio Bolsonaro e 42% para Lula em um cenário de segundo turno, com 8% que não votariam em nenhum dos dois e 3% indecisos, em um universo de 2.400 eleitores ouvidos no país, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

Por que o centrão cogita apoiar Flávio Bolsonaro em 2026?

O centrão cogita apoiar Flávio Bolsonaro porque seus trackings internos apontam empate técnico com Lula e tendência de alta para o candidato do PL, em paralelo a uma desaprovação de 51% ao governo e ao desgaste causado por investigações envolvendo Fábio Luís e o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro.


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