Uma operação do Grupo Especial de Fronteira (GEFRON) terminou com a apreensão de 19 mil maços de cigarros contrabandeados da Bolívia na zona rural de Plácido de Castro, no interior do Acre. A ocorrência foi registrada na quarta-feira (26), durante a Operação Protetor das Fronteiras, que atua no combate aos crimes transfronteiriços e às organizações criminosas na região.
A carga foi avaliada em R$ 133 mil. O veículo utilizado para transportar os produtos também foi apreendido e, segundo o GEFRON, está avaliado em R$ 57 mil. Com isso, o prejuízo estimado ao crime chega a R$ 190 mil.
Dois homens abandonaram o veículo e fugiram
A equipe realizava patrulhamento em uma área rural do município quando encontrou um veículo parado às margens de um ramal.
De acordo com o registro da ocorrência, dois homens estavam nas proximidades do automóvel. Ao perceberem a aproximação dos policiais, eles abandonaram o local e correram em direção à vegetação.
Os agentes realizaram buscas na região, mas os dois suspeitos conseguiram escapar e não haviam sido identificados ou localizados até a divulgação das informações.
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19 mil maços estavam dentro da caminhonete
Durante a vistoria no veículo, os policiais encontraram a grande quantidade de cigarros de origem boliviana.
A mercadoria, segundo as autoridades, teria sido introduzida clandestinamente no território brasileiro, sem o recolhimento dos impostos correspondentes.
O veículo apreendido é uma Chevrolet Montana, ano/modelo 2018/2019, avaliada em aproximadamente R$ 57 mil. Já a carga de cigarros foi estimada em R$ 133 mil.
OS NÚMEROS DA APREENSÃO

Operação mira crimes na região de fronteira
A apreensão aconteceu dentro da Operação Protetor das Fronteiras, ação voltada ao enfrentamento de crimes transfronteiriços e de grupos criminosos que atuam na região.
O GEFRON é vinculado à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp). A operação também conta com apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
A atuação na área busca impedir a entrada e a circulação de produtos introduzidos ilegalmente no país, além de combater estruturas criminosas que podem utilizar as rotas de fronteira para transportar diferentes tipos de mercadorias ilícitas.
Carga foi encaminhada para a Receita Federal
Após a apreensão, os cigarros e o veículo foram recolhidos e encaminhados para a Receita Federal do Brasil, em Rio Branco.
O órgão deverá realizar os procedimentos legais relacionados à mercadoria apreendida.
A destinação dos produtos seguirá os trâmites previstos para cargas de origem ilegal apreendidas pelas autoridades.
Quem são os homens que fugiram?
Até o momento, os dois homens que estavam próximos ao veículo não foram identificados.
Como eles fugiram antes da abordagem, as autoridades ainda trabalham para descobrir quem são os responsáveis pelo transporte da carga e qual seria o destino dos cigarros.
O registro da ocorrência aponta a autoria como desconhecida até o momento.
Por que o contrabando preocupa as autoridades?
Além de representar perda de arrecadação tributária, o comércio ilegal de cigarros é tratado pelas forças de segurança como uma atividade que pode movimentar recursos para estruturas criminosas.
Por isso, apreensões desse tipo não têm apenas o objetivo de retirar a mercadoria ilegal de circulação. A estratégia também busca atingir financeiramente os grupos responsáveis pela entrada e distribuição dos produtos.
No caso de Plácido de Castro, a retirada de aproximadamente R$ 190 mil em mercadoria e veículo representa um impacto direto sobre a operação que transportava os cigarros.
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Entenda o contexto
Plácido de Castro está localizado no leste do Acre, em uma região próxima à fronteira internacional. A localização faz do município uma área estratégica para ações de fiscalização e combate a crimes transfronteiriços.
Foi nesse contexto que o GEFRON encontrou a caminhonete durante um patrulhamento da Operação Protetor das Fronteiras.
A abordagem terminou com a apreensão de 19 mil maços de cigarros, mas os dois homens que estavam no local conseguiram fugir pela mata.
Agora, além dos procedimentos relacionados à mercadoria e ao veículo, as autoridades devem tentar identificar os envolvidos e esclarecer a origem, o transporte e o possível destino da carga.
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