O caso envolvendo o professor de jiu-jítsu Melqui Galvão ganhou um novo capítulo com a suspeita de falsificação de um laudo médico. O documento, atribuído a um ortopedista, teria sido utilizado pela defesa do lutador em uma tentativa de conseguir prisão domiciliar.
A suspeita veio à tona depois que um fisioterapeuta denunciou às autoridades que o documento teria sido falsificado. A investigação busca esclarecer quem produziu o laudo, como ele foi elaborado e de que maneira o documento chegou ao processo.
O episódio acrescenta uma nova frente ao caso de Melqui, que está preso preventivamente e responde a acusações de crimes sexuais.
Laudo teria sido usado para pedir prisão domiciliar
O ponto central da nova investigação é o documento médico.
Segundo as informações divulgadas, um laudo atribuído a um ortopedista foi apresentado em meio à tentativa de obter a prisão domiciliar de Melqui Galvão.
A suspeita é de que o documento não tenha sido produzido pelo profissional que aparece como responsável pelo atendimento.
Foi justamente essa inconsistência que levou um fisioterapeuta a procurar as autoridades e denunciar a possível falsificação.
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Laudo médico entrou no centro do caso
Um laudo médico atribuído a um ortopedista foi apresentado no processo envolvendo Melqui Galvão durante uma tentativa de obter prisão domiciliar.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o documento foi considerado suspeito de falsificação após a contestação feita por um profissional de saúde.
A suspeita passou a integrar as apurações relacionadas ao caso. O episódio é tratado separadamente da apreensão do celular encontrado com Melqui durante uma revista no presídio.
Por que um laudo médico seria importante?
Um documento médico pode ser utilizado pela defesa para demonstrar que um preso apresenta uma condição de saúde incompatível com o ambiente prisional ou que exige tratamento específico.
No caso de Melqui, a suspeita é de que o laudo tenha sido utilizado justamente nesse contexto, durante uma tentativa de modificar a situação da prisão.
Se a falsificação for comprovada, a questão deixa de ser apenas uma discussão sobre a condição de saúde do preso e passa a envolver a possível utilização de um documento falso em um processo judicial.
E o celular encontrado na cueca?
O episódio do laudo acontece paralelamente a outra situação que chamou atenção na investigação.
Durante uma revista surpresa no Presídio Especial da Polícia Civil, na zona norte de São Paulo, um celular foi encontrado escondido na roupa íntima de Melqui Galvão.
Ao todo, quatro aparelhos foram apreendidos durante a fiscalização. A operação ocorreu após uma denúncia de que o preso estaria utilizando celulares dentro da unidade e poderia estar ameaçando vítimas e testemunhas relacionadas ao processo.
O aparelho deverá ser analisado pelas autoridades.
A perícia pode ajudar a esclarecer com quem Melqui mantinha contato, quais conversas foram realizadas e se o telefone tem alguma relação com outros episódios investigados.
Caso envolve outras acusações
Melqui Galvão está preso preventivamente e é investigado por acusações de crimes sexuais. A investigação começou após uma denúncia feita por uma atleta de 17 anos, que relatou uma suposta violência sexual durante uma competição de jiu-jítsu na Itália.
Outras denúncias também foram apresentadas posteriormente.
A Justiça recebeu a denúncia contra Melqui, que passou à condição de réu no processo. O caso tramita sob segredo de Justiça.
É importante destacar que as acusações ainda são objeto de processo e investigação e não equivalem a uma condenação definitiva.
O que acontece agora?
Além de verificar a autenticidade do documento, será necessário identificar quem elaborou o material e qual foi a participação de cada pessoa envolvida em sua apresentação.
Ao mesmo tempo, os celulares encontrados no presídio passam por análise para identificar possíveis comunicações relevantes para o caso.
São duas frentes diferentes, mas que aumentam a pressão sobre a investigação envolvendo Melqui Galvão.
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ENTENDA O CONTEXTO
Melqui Galvão está preso preventivamente e responde a acusações de crimes sexuais. O caso começou após a denúncia de uma atleta de 17 anos e posteriormente ganhou novos relatos.
Agora, além do processo principal, as autoridades precisam esclarecer a suspeita de que um laudo médico atribuído a um ortopedista tenha sido falsificado e utilizado em uma tentativa de conseguir prisão domiciliar.
A apreensão de um celular escondido na cueca do lutador durante uma revista no presídio também abriu uma nova frente de apuração.
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