Polícia identifica quinto envolvido no linchamento que matou ciclista em Copacabana

Wellington Luiz Santos de Souza, de 27 anos, é apontado como o homem que aparece nas imagens chutando a cabeça de Cláudio Rafael Landeiro; Justiça expediu mandado de prisão temporária
Redação NC News
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou o quinto envolvido no linchamento que terminou com a morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Wellington Luiz Santos de Souza, de 27 anos, aparece em imagens de câmeras de segurança dando chutes na cabeça da vítima.

Na manhã desta quinta-feira (27), agentes da 12ª DP (Copacabana) foram até um endereço ligado ao suspeito, em São Conrado, mas não o encontraram. Wellington é considerado foragido e as buscas continuam.

A Justiça expediu um mandado de prisão temporária contra ele por homicídio. Segundo a investigação, durante as agressões, Wellington teria afirmado que “ladrão tem que morrer mesmo” antes de chutar a cabeça de Cláudio.

Quatro suspeitos já estão presos

Com a identificação de Wellington, a polícia chegou a cinco pessoas apontadas como envolvidas diretamente no crime. Quatro delas já estão presas.

São elas os seguranças Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias e os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva. As prisões temporárias dos quatro foram mantidas pela Justiça durante as audiências de custódia.

As investigações apontam que Cláudio foi abordado depois de ser acusado injustamente de ter roubado uma bicicleta. O veículo, porém, pertencia à irmã da vítima, segundo familiares.

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Ciclista foi espancado após ser confundido com ladrão

Cláudio saiu de casa, em Botafogo, na noite de 11 de agosto, utilizando a bicicleta da irmã. Depois de passar por Copacabana, ele foi abordado por um segurança que suspeitou que o veículo fosse roubado.

A situação evoluiu para uma série de agressões. Imagens de câmeras de segurança registraram Cláudio sendo cercado e atacado por diferentes homens. Entre os envolvidos estavam os dois entregadores presos, além dos seguranças.

O laudo do Instituto Médico Legal apontou que a vítima morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e lesões graves no baço e no rim. O exame também identificou ferimentos compatíveis com agressões provocadas por objetos rígidos e alongados, como barras de ferro, cabos de vassoura e porretes.

Polícia ainda investiga outras três pessoas

Além dos cinco homens apontados como participantes do linchamento, a Polícia Civil também investiga outras três pessoas por possível participação indireta no crime.

Entre elas está uma funcionária de um bar que teria entregado um pedaço de madeira a Davi Santos Machado. Também são investigados o responsável pela contratação dos vigias que atuavam na região e um homem que aparece passando próximo ao local das agressões sem interferir.

Os três já prestaram depoimento na 12ª DP e podem ser responsabilizados caso a investigação encontre elementos que indiquem participação no crime.

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Coordenador de seguranças admite reclamações contra suspeito

A investigação também avançou sobre o funcionamento do grupo informal de seguranças que atuava em Copacabana.

Aluísio da Silva Filho, de 49 anos, apontado como coordenador do grupo, afirmou à polícia que comandava a equipe havia mais de 25 anos e era responsável pelas contratações e escalas.

Segundo o depoimento, o grupo não possuía empresa formalizada nem CNPJ. Aluísio também afirmou que já havia recebido reclamações sobre o comportamento agressivo de Davi Santos Machado, um dos presos pela morte de Cláudio.

Ele declarou ainda que os seguranças não tinham autorização para abordar suspeitos, fazer revistas, reter objetos ou utilizar força física. Segundo o coordenador, em situações consideradas graves, a orientação era acionar a Polícia Militar.

Entenda o contexto

Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, morreu após ser brutalmente agredido em Copacabana, na Zona Sul do Rio, depois de ser confundido com um ladrão de bicicleta. O veículo utilizado por ele pertencia à irmã, segundo a família. Quatro suspeitos já estão presos: dois seguranças e dois entregadores. Com a identificação de Wellington Luiz Santos de Souza, que aparece nas imagens chutando a cabeça da vítima, a Justiça expediu um mandado de prisão temporária contra o quinto envolvido. Ele ainda não foi localizado. A Polícia Civil também apura a possível participação indireta de outras três pessoas no crime.

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