Prefeitura de BH retira quase três toneladas de materiais das ruas do Centro e da Lagoinha em um dia

Fiscalização foi reforçada para combater descarte irregular, ocupação de calçadas, fios soltos e publicidade sem autorização em pontos considerados críticos
Redação NC News
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Quase três toneladas de materiais inservíveis foram retiradas das ruas do Centro e da Lagoinha, em Belo Horizonte, em apenas um dia. A ação faz parte de uma força-tarefa da Prefeitura de Belo Horizonte para combater o descarte irregular de lixo e outras situações de desordem urbana.

Ao todo, foram recolhidos 2.970 quilos de materiais. No Centro, incluindo o Hipercentro, foram 1.620 quilos. Já na região da Lagoinha, na Região Noroeste, as equipes retiraram outros 1.350 quilos.

Além da limpeza, os fiscais realizaram vistorias e notificaram estabelecimentos por irregularidades relacionadas ao uso de espaços públicos. Sete estabelecimentos foram notificados, sendo três por obstrução.

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Operação começou pelos pontos mais críticos

A PBH intensificou as ações depois de mapear os locais com maior concentração de problemas e reclamações. A ideia é concentrar equipes de fiscalização, limpeza e zeladoria onde há maior circulação de pessoas e necessidade de reorganização dos espaços.

Entre os problemas encontrados estão lixo e entulho descartados de forma irregular, publicidade sem autorização, ocupação indevida de calçadas, fios soltos e bancas instaladas irregularmente.

O trabalho é coordenado pela Fiscalização Urbanística e Ambiental da Secretaria Municipal de Política Urbana, com participação de outros setores da Prefeitura.

A subsecretária de Fiscalização, Iara França, afirma que a estratégia busca melhorar a circulação e a organização das áreas.

“Foram mapeados os locais mais críticos para intensificar as ações, considerando o grande fluxo de pessoas transitando e a necessidade de revitalização.”, conta

Câmeras ajudam a direcionar equipes

A operação também conta com o apoio do Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH).

Por meio do monitoramento por câmeras, a Prefeitura consegue identificar pontos onde há maior concentração de ocorrências e direcionar as equipes para esses locais.

Em um dos levantamentos realizados na Regional Noroeste, foram contabilizadas 32 vistorias relacionadas a fios soltos, além de 19 ações de zeladoria.

Também foram realizadas 11 fiscalizações envolvendo bancas de comércio em espaços públicos e seis relacionadas a bancas de jornais e revistas no Hipercentro.

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Quase 4 mil ações contra descarte irregular

O problema do descarte irregular não está restrito ao Centro e à Lagoinha.

Entre janeiro e abril deste ano, a Fiscalização Urbanística e Ambiental realizou 3,9 mil ações contra o descarte irregular de resíduos em Belo Horizonte.

No período, foram emitidas 730 notificações e orientações e aplicadas 114 multas. A Prefeitura também recebeu 2.461 demandas relacionadas ao problema.

A Regional Venda Nova concentrou a maior quantidade de ações, com 654 registros. Depois aparecem as regiões Leste, com 538, e Barreiro, com 473.

Multa pode passar de R$ 16 mil

Quem descarta entulho de forma irregular pode ser multado. De acordo com a legislação municipal, as penalidades variam de R$ 2.095,05 a R$ 16.760,64, dependendo da situação e do tipo de resíduo.

Quando o transporte de resíduos é feito de forma irregular, utilizando veículos não licenciados, a multa pode começar em R$ 3.258,93, além da possibilidade de apreensão do veículo.

A orientação da Prefeitura é que moradores, comerciantes e empresas utilizem os serviços adequados de coleta e respeitem os dias e horários definidos para o recolhimento.

Fios soltos também estão na mira

Outra frente da fiscalização é a organização dos cabos e fios instalados nos postes da cidade.

Desde 12 de maio, quando entrou em vigor o Decreto nº 19.590, até 11 de agosto, a Prefeitura recebeu 488 reclamações relacionadas a fios e cabos.

A partir dessas denúncias, foram realizadas 341 vistorias, que terminaram em 135 notificações e duas multas.

As empresas responsáveis devem identificar, remover ou regularizar cabos que estejam em situação irregular dentro dos prazos estabelecidos pela Prefeitura.

Quando a fiação interfere na circulação de pedestres ou veículos, a multa pode chegar a R$ 24 mil.

Publicidade e calçadas também são fiscalizadas

A ocupação irregular das calçadas é outro problema acompanhado pelas equipes.

Mercadorias, caixas, placas, banners e outros objetos podem ser retirados quando dificultam a passagem dos pedestres. Bancas e atividades comerciais instaladas em espaços públicos sem autorização também podem ser autuadas.

A Prefeitura ainda fiscaliza a instalação irregular de faixas, banners, totens, outdoors e outros equipamentos de publicidade.

Somente entre janeiro e junho deste ano, foram realizadas 391 vistorias relacionadas a faixas irregulares, com 108 multas aplicadas. No mesmo período de 2025, haviam sido 45 vistorias e cinco multas.

Primeiro vem a orientação

Segundo a PBH, a fiscalização começa, sempre que possível, pela orientação do responsável sobre a irregularidade.

Quando a situação precisa ser corrigida, o responsável pode receber uma notificação com prazo para regularização. Em casos de reincidência ou quando a própria legislação determina a penalidade, a multa pode ser aplicada.

A Prefeitura afirma que as ações realizadas no Centro e na Lagoinha serão ampliadas gradualmente para outras regiões da capital.

A escolha dos próximos pontos deve levar em consideração o fluxo de pessoas, o número de reclamações, a quantidade de ocorrências e a necessidade de limpeza, revitalização e organização dos espaços públicos.

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