O motorista Maicon de Oliveira Brandão, de 37 anos, foi indiciado após o atropelamento que matou a ciclista Waldirene Miranda, de 58 anos, na BR-319, em Porto Velho. A Polícia Civil de Rondônia concluiu o inquérito nesta sexta-feira (28), menos de uma semana depois do caso.
A investigação concluiu que há elementos para enquadrar o motorista por homicídio doloso, quando se considera que o autor assumiu o risco de provocar a morte, e por quatro tentativas de homicídio contra outros ciclistas. Ele também foi indiciado por dano qualificado, condução de veículo sob influência de álcool, fuga do local e omissão de socorro.
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Como aconteceu o atropelamento?
O caso aconteceu na manhã de domingo (23), nas proximidades da ponte sobre o rio Madeira.
Waldirene pedalava com um grupo de ciclistas pela BR-319, no sentido Porto Velho a Humaitá, quando foi atingida por um caminhão.
Segundo a investigação, depois da primeira colisão, o motorista teria retornado ao local e direcionado o caminhão contra pessoas que prestavam socorro às vítimas. Um veículo utilizado para proteger a área também teria sido atingido.
Waldirene não resistiu aos ferimentos.
Por que a polícia considera homicídio doloso?
Inicialmente, o caso havia sido registrado como homicídio culposo, quando não existe intenção de matar.
O rumo da investigação mudou depois da análise das circunstâncias do atropelamento.
De acordo com a Polícia Civil, foram identificados elementos indicando, em tese, que o motorista assumiu o risco de provocar a morte ao dirigir sob efeito de álcool e adotar uma sequência de comportamentos considerados incompatíveis com o dever de cuidado.
Na linguagem jurídica, essa situação pode ser caracterizada como dolo eventual: não significa necessariamente que a pessoa queria provocar a morte, mas que assumiu o risco de produzir aquele resultado.

Quais crimes foram atribuídos ao motorista?
A Polícia Civil indiciou o investigado por homicídio doloso em relação à morte de Waldirene e quatro tentativas de homicídio referentes aos demais ciclistas atingidos ou colocados em risco.
O inquérito também aponta dano qualificado, condução de veículo sob influência de álcool, fuga do local e omissão de socorro, além de outras infrações identificadas durante a investigação.
Maicon está preso preventivamente.
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O que acontece agora?
Com o encerramento do inquérito, o material produzido pela Polícia Civil será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
O indiciamento não representa condenação. Caberá às próximas etapas do processo definir se haverá denúncia e quais acusações serão levadas adiante.
Maicon é investigado e ainda não foi condenado pelos crimes atribuídos a ele.
ENTENDA O CONTEXTO
O atropelamento aconteceu no domingo (23), na BR-319, perto da ponte sobre o rio Madeira, em Porto Velho.
Waldirene Miranda, de 58 anos, morreu depois de ser atingida enquanto pedalava com um grupo. Outros quatro ciclistas foram atingidos ou, segundo a investigação, expostos à ação do veículo.
A apuração avançou durante a semana e levou a Polícia Civil a concluir que existem elementos para tratar a morte como homicídio doloso e os demais episódios como tentativas de homicídio.
Agora, o inquérito deixa a esfera policial e segue para análise do Ministério Público e da Justiça.
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