O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), candidato ao Governo de Minas Gerais, afirmou que o apoio recebido de políticos ligados tanto ao PT quanto ao PL demonstra que ele não pode ser classificado como um candidato extremista.
A declaração ocorre em meio à disputa pelo Palácio Tiradentes, marcada por alianças que atravessam diferentes grupos políticos. Cleitinho tem buscado reforçar uma imagem de independência e de candidato que não estaria preso a um único campo ideológico.
O senador aparece na liderança das pesquisas mais recentes sobre a eleição para o governo mineiro. Levantamento Real Time Big Data divulgado em 27 de agosto apontou Cleitinho com 33% das intenções de voto, seguido por Patrus Ananias (PT), com 15%, e Alexandre Kalil (PDT), com 13%.
Apoios de diferentes campos
Na avaliação de Cleitinho, a aproximação com nomes de correntes políticas distintas seria uma evidência de que sua atuação não se limita à polarização entre direita e esquerda.
O candidato tem sido cortejado por setores ligados ao campo bolsonarista, ao mesmo tempo em que mantém interlocução com políticos de outros grupos. A movimentação ocorre em um cenário no qual diferentes partidos estaduais estabelecem alianças próprias, independentemente das posições adotadas na disputa presidencial.
O cenário mineiro tem sido marcado justamente pela tentativa de construção de alianças que não necessariamente reproduzem a polarização nacional.
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Cleitinho lidera pesquisas
A declaração ocorre em um momento favorável para Cleitinho nas pesquisas eleitorais.
Além dos 33% registrados pelo Real Time Big Data, pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto mostrou o senador com 29% das intenções de voto. Patrus Ananias apareceu com 11%, enquanto Alexandre Kalil teve 10%.
O levantamento também apontou vantagem de Cleitinho nas simulações de segundo turno contra os principais adversários.
A liderança, porém, ocorre em uma disputa ainda marcada por mudanças nas alianças e pela definição das chapas.
Disputa em Minas
A eleição para o governo mineiro ganhou novos contornos nas últimas semanas com a formação das chapas e a entrada de diferentes nomes na disputa.
Cleitinho chegou a enfrentar incertezas sobre sua candidatura durante o processo de definição partidária. O Republicanos acabou mantendo o senador na corrida, enquanto outros grupos políticos também estruturaram candidaturas próprias.
O PL, por exemplo, definiu candidatura própria ao governo estadual, enquanto diferentes partidos passaram a negociar apoios para os demais cargos em disputa.
Estratégia de campanha
Ao se apresentar como uma alternativa que transita entre diferentes grupos, Cleitinho tenta ampliar seu eleitorado para além da base política tradicionalmente associada a ele.
A estratégia também busca diferenciá-lo dos adversários e reforçar o discurso de independência em relação à polarização nacional.
A campanha mineira deve ganhar ainda mais intensidade com o avanço da propaganda eleitoral e a presença dos candidatos nas ruas.
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Entenda o contexto
Cleitinho Azevedo é senador por Minas Gerais e disputa o Governo do Estado pelo Republicanos. As pesquisas mais recentes o colocam na liderança da corrida eleitoral.
O cenário político mineiro, entretanto, apresenta alianças diferentes das observadas na disputa presidencial. Partidos e candidatos têm construído acordos estaduais próprios, aproximando grupos que nacionalmente podem estar em campos políticos distintos.
É nesse contexto que Cleitinho utiliza os apoios recebidos de nomes ligados ao PT e ao PL para sustentar o discurso de que sua candidatura não representa uma posição política extremista.
A eleição para o Governo de Minas é considerada estratégica pelo peso político e eleitoral do estado, que possui o segundo maior eleitorado do país.
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