Os temporais que atingem o Rio Grande do Sul desde quinta-feira (27) já provocaram estragos em 47 municípios. O avanço da instabilidade deixou um rastro de granizo, alagamentos, quedas de árvores e postes, além de danos em centenas de residências. Ao menos duas pessoas morreram em ocorrências relacionadas ao mau tempo.
O número de cidades afetadas aumentou à medida que novos municípios comunicaram prejuízos à Defesa Civil. E o cenário ainda preocupa: mesmo depois dos estragos registrados nos últimos dias, áreas do estado continuavam sob alerta para tempestades, ventos fortes, granizo e risco de inundação.
Granizo destruiu telhados e mudou a rotina de cidades
Um dos cenários mais impressionantes foi registrado em Três Palmeiras, no Norte do estado. A chuva de granizo provocou danos em cerca de 1.000 residências, mobilizando equipes do município para distribuir lonas e prestar assistência às famílias.
Imagens compartilhadas por moradores mostram a dimensão da tempestade, com pedras de gelo de tamanho incomum espalhadas pelas ruas. O granizo também provocou estragos em outras cidades, incluindo Quaraí, onde centenas de imóveis foram afetados.
Em diferentes regiões, moradores passaram a contabilizar prejuízos nos telhados, enquanto equipes municipais tentavam atender as ocorrências provocadas pela sequência de temporais.
Leia também:
Temporais avançam pelo Brasil nesta sexta; RS tem risco de granizo e calor aumenta no Centro-Sul
Duas mortes foram registradas durante as chuvas
Os temporais também tiveram consequências trágicas.
Em Porto Alegre, uma criança morreu depois que uma árvore caiu sobre uma residência durante as fortes chuvas. Outras pessoas que estavam na casa ficaram feridas e receberam atendimento.
A segunda morte ocorreu em Arroio Grande, no Sul do estado. Um veículo foi arrastado pela força da água. O motorista conseguiu sair e foi socorrido, mas o passageiro não resistiu.
As ocorrências reforçam o risco enfrentado durante episódios de chuva extrema, especialmente em áreas alagadas e locais onde há possibilidade de queda de árvores e outras estruturas.
Estragos se espalharam por diferentes regiões
Não foi apenas o granizo que causou problemas. Os municípios afetados registraram alagamentos, árvores derrubadas, postes caídos, destelhamentos e danos à infraestrutura.
Segundo os levantamentos divulgados durante o avanço dos temporais, milhares de pessoas foram impactadas direta ou indiretamente pela sequência de eventos climáticos. Em algumas localidades, estradas e pontes também sofreram com o aumento do volume de água.
O desafio agora é atender as famílias afetadas e, ao mesmo tempo, acompanhar a evolução das condições meteorológicas.
E o risco ainda não acabou
A preocupação das autoridades é que os problemas não terminem com os danos já registrados.
A Defesa Civil mantém alertas ativos em diferentes áreas do Rio Grande do Sul, incluindo avisos para tempestades com granizo e vento, além de riscos relacionados à elevação de rios e possibilidade de inundações.
Há atenção especial para regiões próximas a rios e áreas historicamente vulneráveis ao aumento rápido do nível da água.
O cenário faz com que moradores acompanhem novos alertas enquanto municípios ainda trabalham na recuperação dos estragos provocados pelos primeiros temporais.
O que fazer durante um temporal?
A recomendação das autoridades é evitar atravessar ruas ou estradas alagadas e manter distância de árvores, postes e estruturas que possam cair durante ventos fortes.
Também é importante acompanhar os alertas oficiais da Defesa Civil, especialmente diante da possibilidade de mudanças rápidas nas condições do tempo.
Em situações de emergência, a orientação é buscar ajuda dos órgãos responsáveis e evitar permanecer em áreas consideradas de risco.
Leia também:
Impressionante: Tornado atinge município de Giruá e deixa rastro de destruição no interior do RS
Entenda o contexto
Os temporais começaram a atingir o Rio Grande do Sul na quinta-feira e rapidamente passaram a provocar ocorrências em diferentes regiões. O número de municípios afetados chegou a 47, com registros que vão de telhados destruídos por granizo a alagamentos e acidentes fatais.
Agora, o estado enfrenta uma corrida contra o tempo: enquanto equipes atendem as famílias prejudicadas e contabilizam os danos, a Defesa Civil segue monitorando novas áreas de risco.
A situação pode mudar nas próximas horas conforme novos municípios comuniquem ocorrências e os efeitos da instabilidade sejam atualizados.
Mais lidas do Nc news:
Nova crise na família Bolsonaro? Eduardo ataca Michelle e coloca campanha de Flávio em risco
Juiz que prendeu Deolane é ameaçado durante audiência com integrantes de facção em SP