A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Fabrício Ferreira Godoi, apontado como chefe da milícia que atua nas comunidades da Muzema e de Rio das Pedras, na Zona Oeste da capital. O criminoso foi localizado neste domingo (6) em um apartamento de luxo na Freguesia.
Contra Fabrício havia um mandado de prisão condenatório expedido pela Justiça pelo crime de organização criminosa. A prisão foi realizada por agentes da 21ª DP (Bonsucesso).
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Suspeito era ligado a uma das principais lideranças da região
De acordo com a Polícia Civil, Fabrício Ferreira Godoi era ex-braço direito de Marcus Vinicius Reis dos Santos, conhecido como “Fininho”, apontado pelas autoridades como uma das lideranças da organização criminosa que atua na Muzema e em Rio das Pedras.
Ainda segundo a corporação, Fabrício passou a ocupar uma posição de comando dentro da estrutura criminosa e mantinha conexões com milicianos que controlavam outras áreas da Zona Sudoeste do Rio, entre elas o Campinho.
A região é marcada historicamente pela atuação de grupos paramilitares e por disputas pelo controle territorial e econômico de comunidades.
Investigação já havia atingido integrantes do grupo
As investigações sobre a organização criminosa avançaram em 2022, quando agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) interceptaram uma reunião entre suspeitos de integrar o grupo.
A operação terminou com a prisão de integrantes e lideranças dos núcleos investigados. Entre os detidos estava Bruno Rodrigues Guarany de Carvalho, conhecido como “Skank”, apontado naquele momento como um dos chefes da milícia na Muzema.
Também foi preso André Silva Loback, relacionado, segundo as investigações, a grupos paramilitares que atuavam no Fubá, no Campinho.
Durante a ação, os policiais apreenderam três armas de fogo, carregadores, munições, celulares, uma motocicleta e dinheiro em espécie.
“Skank” já havia sido preso por integrar milícia
Segundo a Polícia Civil, “Skank”, que é ex-policial militar, já havia sido preso em 2018, também em uma operação da Draco, por suspeita de integrar a milícia do Morro do Campinho.
Posteriormente, ele teria passado a atuar na comunidade vizinha, a Muzema, assumindo posição de liderança dentro da estrutura criminosa investigada.
O histórico é citado pela polícia para demonstrar as conexões entre diferentes grupos que atuam na Zona Oeste do Rio.
Prisão aconteceu na Freguesia
Fabrício foi localizado pelos investigadores em um apartamento de luxo na Freguesia, bairro da Zona Oeste do Rio. Após a prisão, ele foi encaminhado para os procedimentos legais.
A Polícia Civil informou que ele responderá pelo crime previsto na Lei de Organizações Criminosas e que as investigações continuam para identificar a participação de outros envolvidos e verificar a eventual ligação do grupo com outros crimes.
Até a publicação da reportagem, não havia sido localizada manifestação da defesa de Fabrício Ferreira Godoi.
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Entenda O Contexto
A Muzema e Rio das Pedras estão entre as áreas da Zona Oeste do Rio historicamente marcadas pela presença de grupos milicianos. Essas organizações são investigadas por crimes como extorsão, controle territorial e exploração clandestina de serviços.
A prisão de Fabrício Ferreira Godoi ocorre dentro de uma investigação mais ampla da Polícia Civil sobre a estrutura criminosa que atua na região e suas conexões com outros grupos da Zona Sudoeste. Segundo a corporação, o suspeito tinha uma posição de liderança e já havia sido condenado por organização criminosa, enquanto novas diligências continuam para esclarecer a atuação de outros integrantes.
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