Um homem de 20 anos foi preso no Amapá suspeito de divulgar imagens íntimas da ex-namorada sem autorização e de utilizar transferências via Pix de R$ 0,01 para tentar manter contato com a vítima após o fim do relacionamento. O caso ocorreu em Macapá e é investigado pela Polícia Civil.
De acordo com as investigações, o suspeito teria enviado diversas transferências de pequeno valor acompanhadas de mensagens para a ex-companheira depois de ser bloqueado em outros meios de comunicação. Além disso, ele é acusado de compartilhar fotos e vídeos íntimos da vítima sem consentimento.
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Entenda o que aconteceu
Segundo a Polícia Civil, a vítima procurou as autoridades após perceber que imagens íntimas suas estavam sendo compartilhadas sem autorização. Durante a apuração, os investigadores identificaram que o ex-companheiro também utilizava transferências bancárias simbólicas para enviar mensagens e tentar retomar contato.
A prática de enviar valores mínimos por Pix acompanhados de recados tem sido utilizada por algumas pessoas para contornar bloqueios em aplicativos de mensagens e redes sociais. No entanto, quando associada a perseguição, assédio ou outros crimes, pode servir como elemento de prova em investigações.
Divulgação de conteúdo íntimo é crime
A divulgação de imagens íntimas sem autorização da pessoa retratada é considerada crime pela legislação brasileira. Dependendo das circunstâncias, a pena pode ser agravada quando o material é compartilhado com o objetivo de humilhar, constranger ou causar danos à vítima.
No caso investigado no Amapá, a polícia reuniu provas que apontam para o compartilhamento indevido do conteúdo e representou pela prisão do suspeito.
Investigação apontou tentativa de contato insistente
Além da exposição das imagens, os investigadores apuraram que o suspeito teria insistido em manter contato com a ex-companheira mesmo após o término do relacionamento e após ser bloqueado nos canais tradicionais de comunicação.
As transferências de R$ 0,01 eram utilizadas para enviar mensagens vinculadas às operações bancárias, numa tentativa de chamar a atenção da vítima e obter resposta.
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O que acontece agora
Após a prisão, o suspeito ficará à disposição da Justiça. O inquérito segue em andamento para apurar todos os detalhes do caso e verificar a extensão da divulgação do material íntimo.
A Polícia Civil orienta vítimas de situações semelhantes a preservar capturas de tela, registros de mensagens e demais evidências digitais, além de procurar imediatamente uma delegacia para formalizar a denúncia.
Entenda o contexto
A divulgação não autorizada de imagens íntimas, conhecida popularmente como “pornografia de vingança”, é uma das formas de violência digital que mais afetam mulheres no país. Especialistas alertam que a exposição desse tipo de conteúdo pode causar danos emocionais, sociais e profissionais duradouros às vítimas.
Nos últimos anos, autoridades têm intensificado ações de combate a crimes praticados pela internet, especialmente aqueles relacionados à violência de gênero, perseguição virtual e compartilhamento indevido de material íntimo.
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