Desocupação da Favela do Moinho termina após mais de um ano no centro de SP

Último morador deixou a comunidade após viver no local por mais de 20 anos; área deverá receber parque público e uma nova estação de trem.
Redação NC News
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A desocupação da Favela do Moinho, no centro de São Paulo, chegou ao fim após mais de um ano. Manuel dos Santos, último morador que ainda permanecia na comunidade, deixou o local em 15 de setembro, encerrando um processo de reassentamento iniciado em abril de 2025.

Manuel viveu por mais de 20 anos no Moinho e acompanhou a retirada das últimas famílias e a demolição das construções. Depois que seus pertences foram colocados no caminhão de mudança, a casa onde ele morava também foi demolida. A área deverá ser destinada à implantação de um parque e de uma nova estação ferroviária.

Último morador deixa a Favela do Moinho

Manuel trabalhava como porteiro e construiu ao longo dos anos a própria casa na comunidade. Segundo seu relato, quando chegou ao Moinho, boa parte das moradias ainda era feita de madeira.

Ele permaneceu no local enquanto os outros imóveis eram desocupados e demolidos. A saída ocorreu depois que sua situação habitacional foi resolvida.

O antigo morador escolheu um apartamento na região central de São Paulo e, apesar de deixar a comunidade, permanecerá próximo da área onde viveu por mais de duas décadas.

Último morador deixa a favela do Moinho
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Desocupação começou em abril de 2025

O processo de retirada das famílias começou em abril de 2025 e envolveu negociações entre os governos federal, estadual e municipal. A União, proprietária do terreno, participou do acordo que permitiu o reassentamento.

Cerca de 850 famílias viviam na comunidade. Mais de 600 já haviam sido encaminhadas para moradias definitivas, enquanto outras aguardavam a conclusão dos imóveis escolhidos.

O acordo ofereceu às famílias atendidas a possibilidade de acesso a imóveis de até R$ 250 mil, com subsídios públicos. Durante o período de transição, parte dos moradores também recebeu auxílio para deixar a área.

Última casa foi demolida após mudança

Depois que Manuel retirou os últimos pertences e deixou o endereço, trabalhadores iniciaram a demolição da residência.

A casa era a última construção residencial que permanecia de pé na área. Com a demolição, foi encerrada a etapa de retirada dos moradores da comunidade.

Para Manuel, a mudança representa a possibilidade de uma nova rotina, mas também significa deixar para trás vizinhos e relações construídas durante mais de 20 anos no Moinho.

Área deverá receber parque e estação de trem

O terreno da antiga comunidade deverá receber o Parque do Moinho, previsto para contar com áreas de lazer e convivência, incluindo quadras esportivas, pista de skate e espaço destinado a animais de estimação.

O planejamento para a região também prevê uma nova estação ferroviária com integração às linhas 10-Turquesa e 11-Coral. A estimativa apresentada para o projeto é de atendimento a cerca de 25 mil passageiros por dia.

As intervenções fazem parte dos projetos de transformação urbana previstos para a região central da capital paulista.

Comunidade teve décadas de ocupação

A história da Favela do Moinho foi marcada por disputas relacionadas à posse da área e por episódios que afetaram diretamente os moradores.

Em 2011, um grande incêndio atingiu a comunidade, matou uma pessoa e deixou mais de 200 famílias desabrigadas. Ao longo dos anos seguintes, a permanência das famílias no terreno continuou sendo discutida judicialmente.

Em 2025, um acordo envolvendo diferentes esferas do poder público estabeleceu condições para o reassentamento e para a destinação da área a novos equipamentos públicos.

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Entenda o contexto

A Favela do Moinho estava localizada na região dos Campos Elíseos, no centro de São Paulo. A retirada das famílias começou em abril de 2025 após um acordo para reassentamento dos moradores e transformação da área.

O terreno pertence à União e foi destinado a um projeto que prevê a implantação de um parque público e infraestrutura de transporte. O processo de desocupação se estendeu por mais de um ano até a saída do último morador.

Com a mudança de Manuel dos Santos e a demolição da última residência, termina a etapa de desocupação da comunidade. A implantação dos projetos previstos para o terreno será a próxima fase da transformação da área.

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