Uma paralisação de rodoviários afetou a circulação de ônibus do transporte coletivo de Manaus nesta terça-feira (22). Trabalhadores interromperam as atividades em diferentes garagens da capital amazonense, deixando passageiros sem coletivos e provocando transtornos principalmente para quem dependia do serviço para trabalhar ou estudar.
A mobilização voltou a atingir um sistema que já enfrentou outras paralisações ao longo de 2026. Em julho, uma greve da categoria chegou a reduzir a circulação da frota e levou a Justiça do Trabalho a estabelecer percentuais mínimos de ônibus nas ruas.
Paralisação afeta transporte coletivo de Manaus
A interrupção começou nas primeiras horas desta terça-feira e afetou a saída de veículos das garagens responsáveis por diferentes linhas do transporte coletivo.
Com menos ônibus disponíveis, passageiros encontraram dificuldades para embarcar e houve impacto em diferentes regiões de Manaus.
A situação atingiu principalmente usuários que dependem exclusivamente do transporte público para cumprir compromissos durante a manhã.
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Manaus já enfrentou greve de rodoviários neste ano
Os passageiros da capital amazonense já haviam enfrentado problemas com o transporte coletivo em julho, quando uma greve dos rodoviários reduziu a quantidade de veículos nas ruas.
Na ocasião, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região determinou a circulação de 80% da frota nos horários de pico e de pelo menos 50% nos demais períodos. A Justiça também estabeleceu multa de R$ 120 mil por hora em caso de descumprimento da decisão.
Mesmo com a retomada parcial dos ônibus, passageiros relataram demora, filas e dificuldades para se deslocar em diferentes bairros da cidade.
Atrasos de salários já motivaram mobilizações
A paralisação de julho teve início após problemas relacionados ao pagamento dos salários dos trabalhadores. A categoria manteve o movimento até a confirmação de que os valores pendentes haviam sido depositados.
Naquele episódio, o Governo do Amazonas anunciou um repasse de R$ 18 milhões ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), enquanto os rodoviários condicionaram o encerramento da greve à efetivação dos pagamentos.
Depois da confirmação do pagamento, o sindicato suspendeu a greve e orientou os trabalhadores a retomarem as atividades.
Nova paralisação já havia sido evitada em agosto
Em agosto, os rodoviários voltaram a anunciar a possibilidade de interromper parte do transporte coletivo de Manaus. Naquele momento, a mobilização poderia retirar até 70% dos ônibus das ruas.
O movimento acabou suspenso após negociações. A administração municipal informou, na ocasião, que mantinha diálogo com representantes das empresas e dos trabalhadores para evitar novos prejuízos aos passageiros.
Os episódios demonstram uma sequência de impasses envolvendo trabalhadores, empresas e o financiamento do sistema de transporte coletivo da capital amazonense.
Passageiros são os mais afetados
A redução ou interrupção da frota provoca reflexos diretos na rotina de milhares de usuários do transporte público de Manaus.
Durante paralisações anteriores, passageiros relataram aumento no tempo de espera, ônibus superlotados e necessidade de recorrer a carros por aplicativo, alternativa que representa um custo maior para quem utiliza diariamente o transporte coletivo.
A situação desta terça-feira segue sendo acompanhada para a retomada integral da circulação dos coletivos.
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Entenda o contexto
O transporte coletivo de Manaus registrou sucessivos impasses ao longo de 2026. Em julho, uma greve provocada por atraso nos salários chegou a interromper o serviço e posteriormente manteve a frota reduzida.
A Justiça do Trabalho interveio e determinou percentuais mínimos de circulação. A greve só foi suspensa depois da confirmação do pagamento dos trabalhadores.
Em agosto, uma nova paralisação chegou a ser anunciada, mas foi evitada após negociações. A possibilidade era de que 70% da frota deixasse de circular.
A nova mobilização desta terça-feira volta a afetar passageiros e mantém em evidência os impasses relacionados à operação do transporte público na capital do Amazonas.
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