Ex-presidente da AADESAM tem armas apreendidas, paga fiança e é solto após operação da Polícia Federal no AM

Conforme os autos, as pistolas estavam registradas em seu nome, mas vinculadas a um endereço antigo.
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A Polícia Federal no Amazonas (PF-AM) encontrou duas pistolas calibre 9 milímetros e 82 munições na residência de José Nilmar Alves de Oliveira, ex-presidente da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM), em Manaus. O NC News teve acesso exclusivo aos documentos que detalham a apreensão e as decisões tomadas após o flagrante.

Pastor evangélico e ex-candidato a deputado federal pelo Partido Liberal (PL), José Nilmar foi detido pela Polícia Federal na última quinta-feira (24), durante a Operação Combustão, que cumpriu um mandado de busca no imóvel onde ele mora. Conforme os autos, as pistolas estavam registradas em seu nome, mas vinculadas a um endereço antigo.

Em depoimento, ele confirmou ser o proprietário do material e afirmou que não havia comunicado a mudança de residência aos órgãos responsáveis pelo cadastro. Segundo a versão apresentada, ele desconhecia a obrigatoriedade de atualizar o endereço.

Após a audiência de custódia, a prisão em flagrante foi homologada, mas não houve conversão em preventiva. O ex-presidente da Agência recebeu liberdade provisória e deixou a unidade após pagar fiança de R$ 4 mil.

A decisão também determinou o comparecimento periódico em juízo, a comunicação de eventual mudança de endereço e a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial. Com o cumprimento das exigências, foi expedido o alvará de soltura.

Relembre 

A prisão ocorreu no contexto da Operação Combustão, que apura suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento eleitoral irregular. A apuração envolve movimentações financeiras entre 2020 e 2022, período em que José Nilmar comandava a AADESAM e tinha atribuições relacionadas à autorização de despesas.

A defesa questionou a validade da diligência sob o argumento de que o mandado indicava outro apartamento no mesmo condomínio. O pedido foi rejeitado pela Justiça, que considerou válida a busca realizada no imóvel ocupado pelo ex-presidente da Aadesam.

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