Uma pescadora ajudou no resgate de uma mulher que se afogava no Lago Paranoá, em Brasília. O momento foi registrado em vídeo e mostra a mobilização para retirar a vítima da água e levá-la até um ponto seguro.
A ocorrência voltou a chamar atenção para os riscos de afogamento no lago, um dos principais espaços de lazer e prática de atividades aquáticas do Distrito Federal. Somente entre janeiro e 14 de setembro de 2026, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) havia recebido 101 ocorrências de afogamento em todo o DF, segundo levantamento divulgado neste mês.
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Pescadora percebeu situação e ajudou no resgate
A mulher estava na água quando passou a apresentar dificuldades. Uma pescadora que navegava pela região percebeu a situação e se aproximou para prestar auxílio.
O resgate exigiu rapidez diante do risco de a vítima permanecer submersa. Com a aproximação da embarcação, foi possível retirá-la da água e conduzi-la para um local seguro.
O episódio foi registrado em vídeo e ganhou repercussão justamente pela atuação da pescadora durante a emergência.
Ocorrências de afogamento exigem cuidados especiais porque uma tentativa de salvamento feita sem equipamentos ou treinamento também pode colocar a pessoa que tenta ajudar em risco.
Por isso, o Corpo de Bombeiros orienta que, em locais sem postos de salvamento, a população acione imediatamente o 193 e evite entrar na água para realizar o resgate sem treinamento adequado.
Lago registrou outros afogamentos neste mês
O caso ocorre em um período marcado por outras emergências no Lago Paranoá. Nos dias 12 e 13 de setembro, duas pessoas foram resgatadas após episódios de afogamento em diferentes pontos.
Na primeira ocorrência, um homem de 35 anos precisou ser socorrido nas proximidades da Ponte JK e foi encaminhado ao hospital após receber oxigênio. No dia seguinte, outra vítima foi resgatada na Prainha do Lago Norte. Neste segundo caso, os bombeiros realizaram cerca de 30 minutos de manobras de reanimação antes da estabilização dos sinais vitais.
Dados do CBMDF referentes a 2025 apontam que o Lago Paranoá registrou 25 ocorrências de afogamento, com seis mortes confirmadas. Já os 101 casos contabilizados em todo o Distrito Federal entre janeiro e 14 de setembro deste ano representaram crescimento de 94,2% no número de ocorrências.
Bombeiros reforçam cuidados
O Corpo de Bombeiros recomenda que banhistas deem preferência a locais que contem com guarda-vidas. Aos fins de semana e feriados, há suporte em pontos como Ponte JK, Piscinão do Lago Norte, Praia dos Orixás, Ponte do Bragueto e Ermida Dom Bosco.
Outra recomendação é evitar o consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar na água. O álcool pode prejudicar o julgamento, os reflexos e o condicionamento físico, aumentando o risco durante atividades aquáticas.
Os bombeiros também alertam para que os frequentadores não superestimem a própria capacidade de natação, principalmente em áreas mais profundas. Para atividades que exigem equipamentos de flutuação, a orientação é priorizar coletes adequados em vez de boias infláveis, que podem sofrer danos durante o uso.
O resgate registrado no Lago Paranoá reforça a importância da resposta rápida diante de uma situação de afogamento, mas também dos cuidados necessários para que uma tentativa de ajuda não provoque uma segunda emergência.