Ramon Dino avança à final do Mr. Olympia 2026

Atleta brasileiro garante vaga na final da Classic Physique no Mr. Olympia 2026 em Las Vegas.
Redação NC News
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Ramon Dino confirma o favoritismo nas prévias da Classic Physique do Mr. Olympia 2026, em Las Vegas, e avança à final desta sexta-feira (25) em busca do bicampeonato.

Brasileiro fecha prévias no centro dos holofotes

O acreano de 31 anos sobe ao palco já na condição de referência da categoria. Atual campeão, ele encerra a bateria de apresentações como 44º atleta a se exibir no Las Vegas Convention Center, sempre cercado por expectativa e barulho da torcida brasileira.

O protocolo da organização coloca o campeão vigente por último, o que aumenta a pressão e o simbolismo da entrada. Ramon responde com um físico seco, cortes profundos na musculatura e cintura fina, combinação que sustenta a imagem de favorito antes mesmo da primeira chamada dos juízes.

Na abertura das comparações, o brasileiro ocupa o centro do palco, posição reservada aos nomes considerados na frente da disputa. Ele divide esse espaço com o alemão Mike Sommerfeld, vice-campeão nas últimas edições, e o britânico Niall Darwen, que chega a Las Vegas como uma das principais ameaças ao título.

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Call-out final reforça disputa pelo bicampeonato

O primeiro grupo, com oito atletas, encolhe para cinco no chamado call-out final. Permanecem Ramon, Sommerfeld, Darwen, o holandês Wesley Vissers e o americano Ruff Diesel. O desenho deixa claro quem briga diretamente pelo troféu na Classic Physique.

Ramon volta ao centro na fase decisiva, mas exibe sinais de nervosismo. Em alguns momentos, a execução das poses não acompanha o nível do físico. As falhas aparecem principalmente no posicionamento das pernas, ponto sensível em um esporte em que detalhes milimétricos definem a pontuação dos árbitros.

A alternância de posições entre os cinco finalistas, porém, faz parte da rotina do alto nível do fisiculturismo. Juízes trazem Sommerfeld para o centro, depois Darwen, testam combinações, aproximam físicos parecidos. O movimento não derruba o status de Ramon, que permanece entre os mais observados a cada troca.

Ajustes de bastidor antes do palco decisivo

Logo após o pré-julgamento, o clima na equipe é de confiança, mas sem euforia. O coach de poses, André Pajé, admite que a performance pode melhorar e antecipa o plano para as próximas horas. “Serão feitos ajustes nas poses para a apresentação final”, afirma, em mensagem dirigida aos fãs nas redes sociais.

O foco agora recai sobre correções finas: transições mais fluidas, maior firmeza nos quadríceps, controle da respiração sob luz forte e barulho da plateia. Cada detalhe conta em uma final marcada para as 22h, no horário de Brasília, quando os juízes mesclam impressão visual com a memória das prévias.

Ramon, por sua vez, sustenta o discurso de confiança que marca a preparação para Las Vegas. “Tenho certeza que vou ser campeão”, diz o brasileiro, que chega à cidade como símbolo de uma geração que leva o fisiculturismo nacional ao centro do mapa mundial da modalidade.

Categoria 212 tem brasileiros na cola do tricampeão

Antes da Classic Physique, a categoria 212 já aquece a bandeira brasileira no palco. Lucas Garcia, terceiro colocado na última edição, volta a dividir o centro com Keone Pearson, atual tricampeão. Os dois passam praticamente toda a apresentação lado a lado, sinal de que o duelo direto pelo título segue aberto.

O desempenho de Lucas mantém o país na rota de resultados expressivos também em divisões com limite de peso. Vitor Porto e Felipe Moraes aparecem no primeiro call-out da 212, entre seis atletas, e reforçam a presença brasileira em uma prateleira historicamente dominada por norte-americanos.

A soma de bons desempenhos em duas categorias de grande visibilidade amplia o interesse de patrocinadores e marcas de nutrição esportiva, vestuário e suplementação. Academias, preparadores físicos e coaches de pose também surfam essa onda, impulsionados pela exposição internacional de atletas que treinam e se projetam a partir do Brasil.

Impacto para o fisiculturismo brasileiro

O dia em Las Vegas cristaliza um movimento que se desenha há algum tempo. O país passa de exportador episódico de talentos a protagonista em diferentes divisões do maior palco do fisiculturismo. A candidatura de Ramon ao bicampeonato, somada à campanha de Lucas na 212, funciona como vitrine global para a cena nacional.

A médio prazo, a tendência é de calendário mais robusto de eventos no Brasil, mais convites para seminários e workshops com estrelas internacionais e maior profissionalização das equipes de apoio. Nutricionistas, fisioterapeutas, especialistas em preparação mental e marketing esportivo entram definitivamente no jogo.

Para concorrentes como Sommerfeld, Darwen e o próprio Keone Pearson, a noite de hoje pode sinalizar a necessidade de revisitar estratégias. Um novo título brasileiro acelera a corrida por diferenciais de treino, período de off-season e forma de apresentar o físico ao público, mantendo a chama competitiva acesa nas próximas temporadas.

O palco principal do Mr. Olympia 2026, portanto, recebe nesta noite mais do que um favorito ao bicampeonato. Recebe o símbolo de um país que ocupa espaço central em um mercado bilionário, com fãs cada vez mais conectados e exigentes. O resultado final ainda depende de comparações, luzes e poses perfeitas, mas o recado das prévias já está dado.

 

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