IML aponta que bebê encontrado carbonizado no DF nasceu com vida

Polícia identificou o homem que ateou fogo no local onde estava o corpo; investigação indica, até o momento, que ele não sabia da presença da criança
Redação NC News
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Exames preliminares do Instituto Médico-Legal (IML) apontam que o recém-nascido encontrado carbonizado em um terreno no Recanto das Emas, no Distrito Federal, nasceu com vida. A perícia também indicou que a criança já estava morta quando o fogo atingiu o corpo, mas ainda não foi possível estabelecer o momento exato nem a causa da morte.

A Polícia Civil do Distrito Federal identificou nesta segunda-feira (28) o homem registrado por câmeras de segurança ateando fogo no lixo e nos entulhos onde o corpo havia sido deixado. Segundo os elementos reunidos pelos investigadores até agora, ele não sabia que havia um recém-nascido no local e seria interrogado pela polícia.

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Câmeras ajudaram a reconstruir os acontecimentos

O corpo foi encontrado na manhã de sexta-feira (25), na Quadra 402 do Recanto das Emas. Imagens de segurança registraram a mãe saindo de casa com uma sacola, caminhando até o ponto onde posteriormente o bebê seria encontrado e retornando à residência. Segundo a investigação, o companheiro aparece indicando o local onde ela deveria deixar a sacola.

Em um primeiro relato, a mulher afirmou ter sofrido um aborto espontâneo e disse que a criança havia nascido morta. Posteriormente, declarou que o parto aconteceu no vaso sanitário e que o recém-nascido teria se afogado logo depois de nascer. Os exames preliminares do IML confirmaram que houve nascimento com vida, mas as circunstâncias da morte ainda dependem da conclusão pericial.

As gravações também mostram um terceiro homem chegando posteriormente ao local e ateando fogo no lixo. A Polícia Civil conseguiu identificá-lo e, de acordo com o delegado responsável pelo caso, as evidências reunidas até o momento indicam que ele desconhecia a presença do corpo.

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Mãe responde em liberdade e companheiro segue preso

A mãe, Luana da Silveira Fonseca, e o companheiro, Wellington Ferreira da Cruz, foram presos em flagrante durante a investigação. Após audiência de custódia, a Justiça determinou que Luana respondesse em liberdade, mediante medidas cautelares.

Já a prisão de Wellington foi convertida em preventiva. Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), a decisão considerou, entre outros elementos, o histórico criminal do investigado e informações obtidas durante a apuração.

Wellington declarou que não era o pai do recém-nascido. A investigação também analisa a dinâmica registrada pelas câmeras e os elementos encontrados na residência do casal.

Novos exames são aguardados

A perícia ainda deve fornecer informações adicionais sobre a causa e as circunstâncias da morte. Também é aguardada uma avaliação sobre eventual estado puerperal da mãe no momento do parto, elemento relevante para o enquadramento jurídico do caso.

A investigação é conduzida pela 27ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal. O fato de os exames indicarem que o bebê nasceu com vida acrescenta uma nova informação à apuração, mas, até a conclusão dos laudos, não estabelece sozinho como nem quando ocorreu a morte.

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