Uma operação conjunta das Polícias Civil e Militar de São Paulo com o Ministério Público apreendeu nesta terça-feira (29) um helicóptero avaliado em mais de R$ 10 milhões durante uma investigação contra um grupo suspeito de aplicar golpes de pirâmide financeira.
Batizada de Operação Sanakay, a ação cumpre 13 mandados de busca e apreensão contra investigados em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o esquema teria movimentado cerca de R$ 500 milhões e feito mais de duas mil vítimas.


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Grupo prometia investimentos em ouro
Segundo as investigações, os suspeitos atraíam vítimas com promessas de altos rendimentos por meio de supostos investimentos na compra e revenda internacional de ouro.
A polícia aponta que muitas pessoas teriam vendido bens pessoais para aplicar dinheiro no esquema. Em vez de os valores serem utilizados nas operações prometidas, parte dos recursos teria sido usada para aquisição de bens de luxo e manutenção de pagamentos para atrair novos investidores.
Helicóptero foi encontrado em hangar de Osasco
Durante as buscas, um helicóptero avaliado em mais de R$ 10 milhões foi localizado em um hangar no bairro Santa Fé, em Osasco, na Grande São Paulo.
A apreensão faz parte das medidas adotadas pelas autoridades para localizar e recuperar bens que, segundo a investigação, podem ter sido adquiridos com valores obtidos no esquema.
Investigação busca recuperar patrimônio
A operação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Recuperação Patrimonial (GAEPP), do Ministério Público de São Paulo, e contou com equipes do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), incluindo o Garra, além do apoio do 1º Batalhão de Choque da Polícia Militar.
Em etapas anteriores da investigação, a Justiça já havia determinado bloqueios de bens, imóveis, veículos, dinheiro e valores mantidos em contas bancárias e aplicações financeiras.
Em agosto, uma nova decisão judicial determinou o bloqueio de outros R$ 162 milhões ligados a beneficiários investigados.
Vítimas cobraram devolução dos valores
De acordo com as informações reunidas no inquérito, com o passar do tempo as vítimas perceberam que se tratava de uma fraude e passaram a cobrar a devolução dos valores investidos.
A investigação aponta que os prejuízos não teriam sido ressarcidos e que o grupo utilizava a estrutura financeira para manter o funcionamento do esquema.
Próximos passos
As autoridades continuam analisando documentos, bens apreendidos e informações financeiras para identificar a participação dos envolvidos e avançar na recuperação dos valores apontados como provenientes do esquema.