Lula (PT) mantém a liderança na disputa presidencial em novo levantamento da AtlasIntel, mas vê o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL) ficar em empate técnico, com 50% para cada lado.
Lula abre frente no 1º turno, mas não resolve disputa
Na simulação do primeiro turno em votos válidos, Lula aparece com 46,2% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro vem na sequência, com 43,1%. A diferença de cerca de três pontos mantém o petista na dianteira, porém distante de uma vitória antecipada.
A pesquisa é divulgada hoje, com dados colhidos entre 23 e 28 de setembro, por meio de questionários online. O instituto ouviu 5.005 pessoas em todo o país. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-04391/2026.
Os percentuais divulgados consideram apenas votos válidos, isto é, excluem eleitores que declaram voto branco, nulo ou indecisão. O desenho reforça a leitura de um país polarizado entre dois polos consolidados, com pouco espaço para avanço imediato de alternativas fora desse eixo.
Empate técnico endurece cenário de 2º turno
No confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, a AtlasIntel encontra um quadro milimétrico. “Flávio, nesta rodada, aparece com pequena vantagem numérica na comparação com Lula: 0,1 ponto percentual”. “Na rodada anterior, era Lula quem estava levemente à frente (0,2 ponto, na ocasião)”. Com essa oscilação mínima, o instituto resume: “Como a margem de erro é de um ponto, para mais ou para menos, eles estão empatados”.
Hoje, o placar numérico do segundo turno crava 50% para cada candidato. A inversão da ligeira vantagem dentro da margem de erro indica um cenário em que qualquer movimento de campanha, escândalo ou fato econômico relevante pode deslocar o humor de uma fatia decisiva do eleitorado.
A combinação de vantagem de Lula no primeiro turno e empate na reta final expõe um enredo conhecido da política recente: liderança inicial forte, mas sem garantia de desfecho. Enquanto o petista administra um eleitorado fiel, Flávio Bolsonaro tenta se apresentar como herdeiro e renovador do campo bolsonarista, com discurso voltado para direita e centro-direita que resiste ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Outros cenários testam força de Lula contra rivais
Além do duelo com Flávio, a AtlasIntel simula mais quatro cenários de segundo turno, todos com Lula. O presidente venceria Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), com folgas que variam de 2,5 a 24,7 pontos percentuais.
Esses números sugerem que, fora do embate com o bolsonarismo, Lula segue com ampla vantagem sobre nomes que tentam ocupar o espaço de uma direita moderada ou de uma alternativa “antissistema”. Na prática, o dado enfraquece a capacidade de barganha desses candidatos em eventuais negociações e alianças, ao indicar que, isoladamente, eles tendem a ser derrotados com alguma folga.
O resultado também ajuda a explicar a preferência de setores da direita em concentrar forças na candidatura de Flávio Bolsonaro, vista como única capaz de levar a disputa a um desfecho imprevisível. Em contrapartida, partidos menores podem avaliar que seu papel mais relevante será negociar palanques regionais e tempo de televisão, e não lutar por um lugar real no segundo turno.
Mercado, estratégia e limites da leitura
O retrato atual mexe com cálculos políticos e econômicos. A leitura de que o segundo turno está em aberto tende a manter mobilizados os dois campos principais, com atenção redobrada à comunicação e às alianças regionais. O sinal de disputa apertada costuma aumentar a pressão por movimentos ao centro, em busca de eleitores que rejeitam tanto o PT quanto o bolsonarismo, mas que, na prática, decidirão o resultado.
No mercado financeiro e entre grandes investidores, o equilíbrio numérico reforça um clima de observação cautelosa. Oscilações nas pesquisas podem influenciar expectativas sobre política fiscal, reformas e estabilidade regulatória, e afetar decisões de investimento no curto prazo, mesmo sem trazer garantias sobre o que sairá das urnas.
A metodologia da AtlasIntel, baseada em entrevistas online, gera uma amostra numerosa e permite divulgação rápida. Ao mesmo tempo, assim como em qualquer instituto, o levantamento tem limites: a margem de erro de 1 ponto percentual, possíveis vieses de acesso à internet e a dependência da forma como as perguntas são formuladas. Trata-se de um instrumento de leitura do momento, não de previsão.
A proximidade entre Lula e Flávio Bolsonaro aponta para semanas de campanha mais agressiva, em que cada lado tenta consolidar nichos e invadir o terreno adversário. Novas pesquisas, de diferentes institutos, vão mostrar se o empate permanece, se alguém abre vantagem ou se um terceiro nome consegue furar a bolha da polarização. Por enquanto, o recado numérico é claro: a eleição presidencial de 2026 está em aberto.
O que mostra a nova pesquisa AtlasIntel para presidente?
A nova pesquisa AtlasIntel para a eleição presidencial de 2026, com 5.005 entrevistados e margem de erro de 1 ponto percentual, mostra Lula com 46,2% dos votos válidos no primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 43,1% e um cenário de empate numérico de 50% a 50% entre os dois em um eventual segundo turno.
Por que Lula e Flávio Bolsonaro são considerados empatados no 2º turno?
Lula e Flávio Bolsonaro são considerados empatados no segundo turno porque a pesquisa AtlasIntel registra 50% para cada um e uma margem de erro de 1 ponto percentual; pequenas diferenças numéricas, como a vantagem de 0,1 ponto de Flávio, ficam dentro desse intervalo estatístico e não permitem apontar um favorito com segurança.
Qual o impacto dessa pesquisa na disputa presidencial de 2026?
O impacto imediato da pesquisa AtlasIntel para 2026 é consolidar a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, manter Lula à frente no primeiro turno, evidenciar um segundo turno indefinido e pressionar campanhas, partidos e mercado a ajustarem estratégias diante de um cenário em que poucos pontos percentuais podem decidir a eleição.