William Muniz Silva é o homem apontado pela investigação da Polícia Civil como responsável por um esquema de empréstimos informais com cobrança de juros considerados abusivos e suspeita de ameaças contra devedores na Baixada Fluminense.
Ele foi preso nesta terça-feira (29), em Nova Iguaçu, durante uma operação realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. A investigação teve origem em denúncias de cobranças que, segundo os investigadores, continuavam mesmo após o pagamento das dívidas.
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Homem é preso suspeito de agiotagem e extorsão na Baixada Fluminense
Investigação aponta ciclo de dívidas e ameaças
Segundo a Polícia Civil, o caso envolve empréstimos acompanhados de juros elevados e cobranças feitas de forma coercitiva. A investigação aponta que uma das vítimas teria quitado integralmente o valor devido e pago uma quantia superior ao montante recebido inicialmente.
Mesmo após o pagamento, as cobranças teriam continuado. De acordo com os investigadores, imagens de armas de fogo e munições teriam sido enviadas para intimidar a vítima.
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou William pelos crimes de extorsão e usura pecuniária, prática conhecida popularmente como agiotagem.
Prisão e bloqueio de valores foram autorizados
A Justiça determinou a prisão preventiva do investigado, além de medidas como busca e apreensão, quebra de sigilo bancário e bloqueio de valores relacionados ao caso.
As equipes também realizaram diligências em endereços ligados à investigação nos municípios de Japeri e Queimados, na Baixada Fluminense.
A análise das movimentações financeiras deve ajudar os investigadores a identificar a dimensão do esquema e verificar se existem outras possíveis vítimas.
O que é agiotagem
Agiotagem é o nome usado para situações em que uma pessoa empresta dinheiro cobrando juros acima dos limites permitidos ou utilizando práticas abusivas contra quem recebe o empréstimo.
No caso investigado na Baixada, a apuração não envolve apenas a cobrança de juros. A suspeita também inclui a utilização de ameaças e coerção para obter pagamentos.
Cobranças chegariam a 40% ao mês
Uma das informações levantadas durante a investigação é que algumas cobranças poderiam envolver juros de até 40% ao mês.
Segundo os investigadores, o ponto central da apuração não seria apenas o valor dos juros, mas também a forma como os pagamentos eram exigidos e as supostas ameaças utilizadas para pressionar as vítimas.
Investigação continua
A prisão de William Muniz Silva não encerra a investigação. A Polícia Civil continua analisando documentos, dados bancários e outros materiais recolhidos durante a operação.
As autoridades ainda não divulgaram o número total de vítimas nem o valor definitivo que teria circulado no esquema.
William permanece preso preventivamente e é investigado pelos crimes apontados no processo. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça e não representam condenação definitiva.