A falta de chuva fez Manaus registrar o setembro mais seco dos últimos quatro anos. A capital amazonense chega ao fim do mês mantendo o cenário de baixa precipitação que já vinha sendo observado desde agosto, em meio ao período de estiagem na região.
O resultado dá continuidade a uma sequência de meses marcados pelo tempo seco. Em agosto, Manaus acumulou apenas 2,4 milímetros de chuva, o menor volume registrado para o mês nos últimos 40 anos.
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O cenário de setembro ocorre depois de um agosto excepcionalmente seco. A capital chegou a passar 16 dias consecutivos sem registro de chuva entre o fim de agosto e o início de setembro.
As pancadas que voltaram a atingir diferentes regiões de Manaus no dia 7 de setembro interromperam a sequência sem precipitação, mas não foram suficientes para afastar o cenário de pouca chuva observado durante o período.
A estiagem coincide com o chamado verão amazônico, época do ano entre junho e novembro caracterizada naturalmente pela redução das chuvas na região.
Calor também marcou período seco
Além da baixa precipitação, Manaus enfrentou temperaturas elevadas. No início de setembro, os termômetros chegaram a 37,6°C, então a maior temperatura registrada na capital em 2026.
A combinação de calor, baixa umidade e redução das chuvas também aumenta a preocupação com queimadas e incêndios durante o período mais seco.
Em agosto, o cenário já havia chamado atenção. Dados divulgados naquele mês mostravam que Manaus enfrentava uma longa sequência sem chuva significativa, enquanto as temperaturas permaneciam elevadas.
Seca também avança pelo Amazonas
O problema não está restrito à capital. Monitoramento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apontou que 31 municípios do Amazonas apresentaram algum grau de seca em agosto de 2026.
Desse total, 14 estavam em condição de seca severa e outros 17 em seca moderada. No mesmo período de 2025, nove municípios amazonenses apareciam em condição de seca moderada.
Apesar da piora em relação ao ano passado, os números ainda estavam abaixo do cenário observado em agosto de 2024, quando 51 municípios do Amazonas apresentavam condições entre seca moderada e extrema.
Período seco exige acompanhamento
A redução das chuvas pode provocar impactos que vão além das temperaturas elevadas. O avanço da estiagem pode afetar a umidade do solo, aumentar o risco de incêndios e dificultar o transporte e o abastecimento de comunidades que dependem dos rios no interior do Amazonas.
O acompanhamento das condições meteorológicas permanece importante durante os próximos meses, já que o verão amazônico segue até novembro e corresponde justamente ao período de menor volume de chuvas na região.