O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, determinou que estruturas de inteligência e segurança cibernética do Pentágono priorizem a proteção das eleições de meio de mandato contra possíveis ameaças estrangeiras. O memorando foi assinado em 22 de setembro e divulgado publicamente no dia 28. A ordem direciona o Comando Cibernético dos Estados Unidos e o sistema de inteligência do Departamento de Defesa para ampliar a coleta de informações e a proteção contra tentativas de interferência em sistemas eleitorais. A eleição está marcada para 3 de novembro.
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O documento determina que as estruturas de defesa utilizem suas capacidades autorizadas para proteger os mecanismos eleitorais norte-americanos contra manipulação ou interrupção provocada por agentes estrangeiros.
Hegseth classificou a proteção de eleições livres e justas como uma missão prioritária e determinou que o Departamento de Defesa participe de um esforço coordenado com outras instituições do governo americano.
Comando Cibernético assume papel central
O memorando orienta o U.S. Cyber Command a priorizar suas capacidades cibernéticas para identificar e combater possíveis ataques de atores estrangeiros contra a infraestrutura eleitoral.
A determinação também prevê cooperação entre o Comando Cibernético e o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) para enfrentar possíveis ameaças digitais dirigidas aos sistemas relacionados às eleições.
Órgãos de inteligência também recebem novas prioridades
A orientação foi destinada, entre outros órgãos, à Agência de Segurança Nacional (NSA), à Agência de Inteligência de Defesa (DIA) e à Agência Nacional de Inteligência Geoespacial (NGA).
Essas estruturas deverão produzir e analisar informações sobre possíveis ameaças estrangeiras ao processo eleitoral, sempre dentro dos limites estabelecidos por leis, regulamentos e diretrizes do governo americano.
Memorando não aponta um país específico
Apesar de determinar uma mobilização de recursos de inteligência e cibernéticos, o documento não identifica nenhum país ou grupo específico como responsável por uma ameaça em curso.
Também não aponta um sistema eleitoral ou uma jurisdição específica como alvo. O foco está na prevenção de interferência estrangeira e na proteção da infraestrutura eleitoral de forma ampla.
Eleição acontece em 3 de novembro
As eleições de meio de mandato serão realizadas em 3 de novembro. Todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes estarão em disputa, assim como 35 das 100 cadeiras do Senado.
O resultado definirá a composição do Congresso para os dois anos seguintes e poderá alterar o equilíbrio entre os partidos nas duas Casas. A votação também inclui disputas estaduais e locais em diferentes partes do país.
Medida ocorre em meio a histórico de ameaças cibernéticas
A proteção contra interferência eleitoral estrangeira já faz parte das atividades de segurança dos Estados Unidos. Desde 2017, os sistemas eleitorais são tratados pelo governo federal como infraestrutura crítica, ampliando a participação de órgãos federais na proteção digital do processo.
O novo memorando estabelece uma prioridade específica para o ciclo de 2026 e orienta estruturas militares e de inteligência a concentrarem recursos autorizados na identificação e no combate a ameaças estrangeiras.
Documento não determina envio de tropas às urnas
A determinação de Hegseth está concentrada nas áreas de inteligência e cibersegurança. O memorando não ordena o envio de militares para locais de votação nem determina apreensão de urnas ou equipamentos eleitorais.
A orientação prevê uma atuação coordenada com autoridades federais, estaduais e locais para proteger os sistemas eleitorais e detectar eventuais tentativas de manipulação externa.
O que muda até a votação
Na prática, a principal mudança é a prioridade dada pelo Departamento de Defesa à coleta de inteligência e às operações cibernéticas relacionadas às eleições de novembro. A intenção declarada é identificar ameaças estrangeiras antes que elas possam atingir a infraestrutura eleitoral.
O resultado da mobilização deverá ser acompanhado pelas autoridades americanas ao longo das próximas semanas. Por enquanto, o memorando estabelece diretrizes de atuação, mas não divulga operações específicas em andamento nem aponta uma ameaça estrangeira concreta contra a votação de 2026.