Petrobras envia novo navio-sonda ao Amapá para perfurar três poços na Foz do Amazonas

NS-43 deixará operações na Bacia de Santos e será usada na nova etapa exploratória do bloco FZA-M-59, onde a estatal encontrou hidrocarbonetos no poço Morpho
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

A Petrobras vai deslocar o navio-sonda NS-43, também chamado Amaralina Star, da Bacia de Santos para a costa do Amapá. A embarcação será utilizada na perfuração de três novos poços exploratórios no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, dentro da campanha da estatal na Margem Equatorial.

Antes de seguir para o Amapá, o navio-sonda deverá concluir as atividades em andamento na Bacia de Santos e passar por uma limpeza do casco para retirada de bioincrustação, processo necessário para evitar o transporte de organismos marinhos entre diferentes regiões.

A nova etapa ocorre após o Ibama autorizar, no início de setembro, a perfuração de três poços adicionais no bloco FZA-M-59: Manga, Crotalus e Morpho Extensão, também identificado como PAD Morpho. A área é a mesma onde a Petrobras identificou hidrocarbonetos durante a perfuração do poço Morpho.

Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na Foz do Amazonas

NS-43 será usada em nova etapa de exploração

A NS-43 é operada pela Constellation e deverá substituir a NS-42, atualmente utilizada na campanha exploratória do bloco FZA-M-59.

A substituição da embarcação também passou pelo processo de licenciamento ambiental. A movimentação foi autorizada pelo Ibama após solicitação apresentada pela Petrobras.

Com a chegada da nova sonda, a companhia pretende avançar na investigação geológica da área e reunir informações adicionais sobre o potencial de petróleo e gás na costa do Amapá.

Três novos poços foram autorizados pelo Ibama

A autorização ambiental para ampliar a campanha foi concedida pelo Ibama no início de setembro. Os novos poços previstos são Manga, Crotalus e Morpho Extensão.

As perfurações têm caráter exploratório. Isso significa que o objetivo, neste momento, é obter dados sobre as estruturas geológicas e avaliar a extensão e as características dos hidrocarbonetos identificados na região.

A existência de petróleo ou gás em um poço exploratório não significa automaticamente que haverá produção comercial. Antes disso, são necessárias avaliações sobre volume, qualidade, viabilidade econômica e condições técnicas e ambientais.

Morpho colocou Amapá no centro da exploração

A Petrobras anunciou em agosto a identificação de hidrocarbonetos no poço Morpho, localizado a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá e a quase 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas.

O poço fica em águas ultraprofundas, com lâmina d’água de 2.886 metros. Segundo a estatal, os hidrocarbonetos foram identificados por meio de perfis elétricos e indícios encontrados nas rochas durante a perfuração.

A descoberta levou a companhia a avançar na avaliação do bloco para compreender melhor o potencial da área.

Margem Equatorial é aposta estratégica da Petrobras

A Bacia da Foz do Amazonas integra a Margem Equatorial, extensa faixa marítima do Norte e Nordeste brasileiro considerada uma nova fronteira exploratória pela Petrobras.

A estatal prevê investir US$ 2,5 bilhões na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial até 2030. Parte desses investimentos está direcionada à obtenção de informações sobre áreas ainda pouco exploradas.

A campanha na costa do Amapá também é acompanhada por órgãos ambientais e pelo Ministério Público Federal, em meio a discussões sobre impactos ambientais e efeitos das operações sobre comunidades da região.

Próximos passos

Depois de encerrar os trabalhos na Bacia de Santos, a NS-43 deverá passar pela limpeza do casco e seguir para a costa do Amapá.

A expectativa divulgada para o planejamento da campanha é de que os poços adicionais comecem a ser perfurados após a conclusão da atual etapa no Morpho e a mobilização da nova embarcação.

Os resultados das novas perfurações serão importantes para que a Petrobras consiga dimensionar a descoberta e avaliar se existe potencial para uma futura produção comercial no bloco FZA-M-59.

Carregar Comentários