Um bombardeiro estratégico Tu-95 da Rússia caiu durante um voo de treinamento na terça-feira (29), na região de Amur, no Extremo Oriente do país. Seis dos sete militares que estavam a bordo morreram, enquanto o sétimo tripulante ficou ferido e foi levado para atendimento médico. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou o acidente e informou que a aeronave não transportava munição. O avião caiu em uma área desabitada, próxima à localidade de Krasnoyarovo, evitando vítimas em solo.
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Acidente aconteceu durante voo de treinamento
Segundo o Ministério da Defesa russo, o Tu-95 realizava uma missão de treinamento quando caiu na região de Amur. A pasta informou que sete militares estavam na aeronave no momento do acidente.
A queda ocorreu em uma região isolada, perto do rio Zeya e próxima à fronteira com a China. Autoridades russas enviaram uma comissão das Forças Aeroespaciais ao local para investigar as circunstâncias do acidente.
Seis militares morreram
O balanço oficial aponta seis mortos e um sobrevivente ferido. O Ministério da Defesa informou que o militar foi encaminhado para uma unidade médica, mas não divulgou detalhes sobre a gravidade dos ferimentos.
O governo russo também afirmou que a aeronave não estava carregada com munição no momento do voo. A informação reduz o risco de uma explosão provocada por armamentos após o impacto.
Causa da queda ainda é desconhecida
Até o momento, as autoridades russas não divulgaram uma causa oficial para o acidente. Uma comissão militar foi enviada ao local para recolher informações e determinar o que provocou a queda.
Relatos publicados por canais e veículos russos chegaram a mencionar uma possível explosão ou problema relacionado ao combustível como uma das hipóteses iniciais. Essas informações, porém, não foram confirmadas pelo Ministério da Defesa e não devem ser tratadas como causa definida do acidente.
Tu-95 é um dos principais bombardeiros estratégicos da Rússia
O Tupolev Tu-95 é um bombardeiro estratégico quadrimotor movido a turboélice, desenvolvido na União Soviética. O primeiro voo ocorreu em 1952 e o modelo entrou em serviço em 1956.
A aeronave possui capacidade para transportar armamentos convencionais e nucleares e também pode operar como plataforma para lançamento de mísseis de cruzeiro. Apesar de seu projeto ter mais de sete décadas, versões modernizadas continuam em serviço nas Forças Aeroespaciais russas.
Investigação deve apontar o que aconteceu nos últimos minutos
Os investigadores deverão analisar os destroços, os registros do voo e outras informações disponíveis para reconstruir os últimos momentos da aeronave. O sobrevivente também poderá fornecer informações importantes para a apuração.
Até a divulgação de novas informações pelas autoridades, não há confirmação de falha mecânica, erro humano, problema de combustível ou qualquer ação externa como responsável pela queda.