Ítalo Jefferson da Silva foi condenado a 65 anos, 8 meses e 23 dias de prisão pela morte da estudante de psicologia Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos, que morava em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A jovem foi estuprada e morta em fevereiro deste ano, depois de sair do trabalho.
O julgamento ocorreu nessa quarta-feira, 30 de setembro, no Fórum de Juatuba. O Conselho de Sentença considerou Ítalo culpado por feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, e ele não poderá recorrer em liberdade.
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A Justiça também determinou o pagamento de R$ 100 mil à família de Vanessa por danos morais. O réu já estava preso desde fevereiro, quando foi localizado após o crime.
Vanessa desapareceu após sair do trabalho
Vanessa trabalhava no Sistema Nacional de Emprego (Sine), em Juatuba, e morava em Pará de Minas. No dia 9 de fevereiro, deixou o trabalho e seguiu pelo trajeto que costumava fazer para chegar às margens da BR-262, onde pegaria um ônibus de volta para casa.
Segundo as investigações, Ítalo seguiu a jovem durante o percurso. O corpo de Vanessa foi encontrado no dia seguinte, sem roupas e com sinais de violência sexual e estrangulamento.
A estudante estava no sétimo período da faculdade de Psicologia. Familiares e amigos acompanharam o julgamento em Juatuba.
Família acompanhou julgamento
Antes da decisão, a madrinha de Vanessa falou sobre o impacto da morte da jovem para a família. “Ninguém vai trazer ela de volta mais para a gente. Ela tinha a vida toda pela frente. Era uma menina estudiosa, trabalhadeira”, disse.
A familiar afirmou ainda que Vanessa fazia o trajeto após mais um dia de trabalho quando foi atacada e descreveu o crime como um choque para todos.
Após a leitura da sentença, Ítalo permaneceu preso. A condenação mantém o réu no sistema prisional em razão dos três crimes reconhecidos pelo júri.