Tempestade solar atinge a Terra hoje e NOAA prevê novo impacto no domingo

NOAA prevê evento de nível G1, o mais baixo da escala, provocado inicialmente pela chegada de raspão de uma ejeção de massa coronal
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A tempestade solar pode atingir a Terra hoje, sexta-feira (2), e provocar períodos de tempestade geomagnética de nível G1, segundo alerta do Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). A classificação é a mais baixa da escala de intensidade, que varia de G1 a G5.

A tempestade geomagnética prevista para hoje está associada à chegada de raspão dos efeitos de uma ejeção de massa coronal (CME), lançada pelo Sol em 28 de setembro. A atividade deve perder força no sábado (3), mas a NOAA prevê uma nova possibilidade de períodos de tempestade G1 no domingo (4).

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Tempestade pode começar nesta sexta-feira

O campo geomagnético permaneceu em condições tranquilas durante as últimas 24 horas, segundo o boletim divulgado pela NOAA nesta sexta.

A expectativa é que esse cenário permaneça predominantemente tranquilo até aproximadamente a metade do dia, quando os efeitos da ejeção de massa coronal de 28 de setembro devem começar a alcançar a Terra.

A previsão indica que o índice Kp, utilizado para medir a perturbação do campo magnético terrestre, pode atingir 4,67 em determinados períodos desta sexta-feira, valor correspondente ao nível G1 na escala de tempestades geomagnéticas da NOAA.

A classificação G1 é a mais baixa da escala. Os níveis seguintes são G2, moderado; G3, forte; G4, severo; e G5, extremo.

O que provocou o fenômeno

A perturbação prevista para esta sexta-feira está associada a uma ejeção de massa coronal que deixou o Sol em 28 de setembro.

As ejeções de massa coronal são grandes liberações de plasma e campos magnéticos da atmosfera solar. Quando esse material alcança as proximidades da Terra em condições favoráveis, pode interagir com o campo magnético do planeta e provocar uma tempestade geomagnética.

Neste caso, a NOAA não prevê um impacto frontal da ejeção. O boletim aponta para uma influência lateral, ou de raspão, da CME.

Isso ajuda a explicar por que a previsão atual permanece no nível G1, embora a intensidade real só possa ser determinada com maior precisão conforme as condições do vento solar são observadas.

Sábado deve ter atividade menor

Para sábado (3), a NOAA não prevê que o campo geomagnético alcance níveis de tempestade.

Os modelos indicam períodos de atividade elevada, mas abaixo do limite G1.

A previsão mostra valores do índice Kp entre 1,67 e 3,67 ao longo do sábado, enquanto o patamar de tempestade geomagnética G1 começa em Kp 5 na escala tradicional.

Os efeitos da ejeção de massa coronal devem continuar diminuindo ao longo do período.

Tempestade G1 pode voltar no domingo

A atividade pode voltar a aumentar no domingo (4).

A NOAA prevê novamente períodos de tempestade geomagnética G1, com o índice Kp estimado chegando a 4,67 na escala operacional utilizada pela agência.

Diferentemente do primeiro período, a previsão para domingo não é atribuída a uma segunda ejeção de massa coronal.

Segundo a NOAA, os efeitos da CME de 28 de setembro estarão diminuindo ao mesmo tempo em que aumenta a influência de um fluxo de vento solar de alta velocidade associado a um buraco coronal de polaridade positiva.

A combinação pode provocar uma nova intensificação temporária da atividade geomagnética.

Quais são os possíveis efeitos de uma tempestade G1

Uma tempestade geomagnética G1 é considerada de baixa intensidade.

Segundo a escala da NOAA, eventos dessa categoria podem provocar pequenas flutuações em redes elétricas, principalmente em regiões de altas latitudes.

Também podem ocorrer efeitos menores sobre operações de satélites. Auroras podem ser observadas mais ao sul do que normalmente ocorre no Hemisfério Norte, dependendo das condições efetivamente registradas durante a tempestade.

O boletim atual não prevê tempestade de radiação solar de nível S1 ou superior entre esta sexta-feira e domingo. A probabilidade indicada pela NOAA é de apenas 1% em cada um dos três dias.

Também existe uma chance de 10% de apagões de rádio de níveis R1 ou R2, considerados menores ou moderados, no período.

Fenômeno não representa uma supertempestade

A previsão atual está distante dos níveis mais elevados da escala de tempestades geomagnéticas.

O nível G1 representa o primeiro dos cinco patamares utilizados pela NOAA e não deve ser confundido com eventos extremos capazes de provocar impactos significativos sobre redes elétricas, comunicações e sistemas de navegação.

A NOAA também não registrou apagões de rádio nas 24 horas anteriores à atualização do boletim desta sexta-feira.

O comportamento do campo magnético continuará sendo acompanhado ao longo do fim de semana. A intensidade da tempestade pode variar conforme a velocidade, a densidade e, principalmente, a orientação do campo magnético transportado pelo vento solar no momento em que alcançar a Terra.

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