Renan Santos diz que Estado de Direito ‘acabou’ e cobra reação dos brasileiros

Candidato do Missão critica adversários, defende mobilização popular e apresenta Livro Amarelo como projeto de longo prazo para o país.
Redação NC News
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O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, fez um balanço da campanha com críticas aos adversários e afirmou que o Brasil atravessa, em sua avaliação, uma crise institucional. Segundo ele, os brasileiros precisam se mobilizar para “recuperar o próprio país”.

“O Estado de Direito no Brasil acabou, e as pessoas têm que ir às ruas desesperadamente para recuperar o próprio país”, declarou. A afirmação representa a avaliação política do candidato sobre o funcionamento das instituições brasileiras.

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Renan critica adversários e pede mobilização

Renan também criticou candidatos que, segundo sua avaliação, estariam mais preocupados com interesses próprios do que com o país. Na mesma fala, afirmou que parte dos eleitores estaria sendo enganada e disse que há candidatos que querem “entregar o Brasil para a mesma máfia do Vorcaro”, em referência ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A declaração foi feita pelo candidato no contexto de suas críticas aos adversários e não representa uma conclusão judicial sobre as pessoas mencionadas. Renan tem usado a reta final da campanha para reforçar críticas ao sistema político e ao funcionamento das instituições.

O candidato classificou o momento eleitoral como decisivo e afirmou esperar que os brasileiros “ouçam” as pessoas que, segundo ele, estão mobilizadas em torno do projeto político do Missão.

Livro Amarelo prevê projeto de longo prazo

Durante a avaliação da campanha, Renan voltou a apresentar o Livro Amarelo, documento que reúne as propostas do Missão e serve de base para seu programa de governo.

Segundo o candidato, o projeto estabelece uma estratégia de longo prazo para o país, com horizonte de 30 anos e o objetivo declarado de colocar o Brasil entre as cinco maiores potências mundiais.

“O Livro Amarelo tem todas as soluções e o plano, passo a passo, para que o Brasil se torne uma das maiores nações”, afirmou.

Questionado sobre a abrangência do documento, Renan disse que o projeto contempla todas as áreas. O material reúne propostas para temas como economia, infraestrutura, segurança pública, educação e reforma do Estado.

‘Nós somos inevitáveis’

Ao falar diretamente aos adversários, Renan afirmou acreditar na continuidade do movimento político que representa.

“A gente é inevitável. Nós somos inevitáveis. Você pode cortar a flor, mas não vai impedir a primavera”, declarou.

Na avaliação sobre a própria campanha, o candidato afirmou que o Missão contou com participação popular e não utilizou apoiadores pagos. Também disse que participou de debates sempre que teve oportunidade e buscou confrontar adversários para discutir propostas.

“Foi uma campanha que, de fato, apresentou propostas, nunca se furtou de responder uma pergunta, nunca fugiu de um debate”, afirmou.

Candidato faz balanço da campanha

Renan encerrou a avaliação classificando a campanha do Missão como a “única campanha de verdade” e chamou as demais de “fingição e fuga”. As expressões fazem parte da avaliação do próprio candidato sobre a disputa presidencial.

Neste sábado (3), Renan participou do ato de encerramento de sua campanha em São Paulo. Durante a mobilização, voltou a fazer críticas a adversários de diferentes campos políticos e a defender as propostas apresentadas pelo Missão ao longo da disputa eleitoral.

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