Clariana exige retratação de Cury e rejeita iniciativa de diálogo

A candidata à Presidência Clariana Barão (Democracia Cristã) afirmou neste domingo (4) que não pretende procurar Augusto Cury (Avante) para uma conversa.
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A candidata à Presidência Clariana Barão (Democracia Cristã) afirmou neste domingo (4) que não pretende procurar Augusto Cury (Avante) para uma conversa. Após votar em Mato Grosso, ela disse que qualquer tentativa de reaproximação deverá partir do adversário, acompanhada de uma retratação pelo episódio que provocou o confronto entre os dois.

Clariana voltou a criticar Cury pelo uso do termo “advogadinha” ao se referir a ela e afirmou que a expressão desmereceu sua candidatura. A candidata já havia classificado a fala como misógina durante a campanha.

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Clariana diz que Cury deve tomar a iniciativa

Ao ser questionada sobre uma possível aproximação com Cury, Clariana afirmou que não pretende fazer o primeiro movimento. Segundo ela, foi o adversário quem iniciou o conflito e, por isso, caberia a ele procurar uma solução.

“Não pretendo. Na verdade, quem mexeu comigo foi ele. Então, se ele tiver uma intenção de paz, de pacificação, o pacificador do país, então ele que venha falar comigo e se retratar”, afirmou a candidata após a votação.

Clariana também disse que não vê vantagem pessoal em manter uma relação política com Cury.

“Para mim não agrega nada o relacionamento com ele”, declarou.

Origem do conflito

O episódio que provocou o rompimento público entre os dois ocorreu em setembro. Clariana relatou ter ouvido uma conversa em que Cury teria utilizado o termo “advogadinha” ao se referir à sua candidatura e questionado a escolha do Democracia Cristã por seu nome.

Na ocasião, a candidata afirmou que o episódio representava uma tentativa de desqualificar sua candidatura por ela ser mulher. Segundo o relato de Clariana, Cury também teria defendido a possibilidade de lançar um homem para ocupar a cabeça de chapa do partido.

Cury negou acusação de misoginia

Cury negou ter agido com misoginia, mas admitiu durante a campanha que tentou interferir nas negociações em torno da candidatura do Democracia Cristã. A divergência entre os dois, portanto, não ficou restrita ao uso da expressão, mas envolveu também a disputa pela composição da chapa presidencial.

Desde então, os candidatos trocaram críticas públicas em diferentes momentos. Clariana passou a cobrar uma retratação de Cury, enquanto o candidato do Avante manteve sua atuação própria na campanha.

Crítica à imagem de “pacificador”

Na declaração deste domingo, Clariana também ironizou a imagem de Cury como um candidato ligado à ideia de pacificação. Ao dizer que ele deveria procurá-la caso tivesse intenção de estabelecer a paz, a candidata associou diretamente essa imagem pública ao episódio envolvendo os dois.

A cobrança de Clariana permanece, portanto, condicionada a um pedido de desculpas. Até o momento da declaração da candidata, ela não indicou disposição para tomar a iniciativa de uma conversa com Cury.

O episódio encerra a campanha de ambos com uma divergência ainda aberta, marcada pela acusação de Clariana, pela negativa de misoginia por parte de Cury e pela cobrança pública de retratação feita pela candidata.

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