Quem é Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança eleito senador por São Paulo

Ex-policial militar e deputado federal, candidato do PP recebeu 11,8 milhões de votos e conquistou uma das duas vagas paulistas no Senado
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Guilherme Derrite (PP) foi eleito senador por São Paulo neste domingo (4), nas Eleições 2026. Ex-secretário da Segurança Pública paulista, o deputado federal recebeu 11.822.419 votos, equivalentes a 30,72%, e conquistou uma das duas cadeiras do estado no Senado.

A vitória abre um novo capítulo na trajetória de Derrite, que passou pela Polícia Militar, pelo Corpo de Bombeiros, pela Câmara dos Deputados e pelo comando da segurança pública do estado antes de disputar pela primeira vez uma vaga no Senado.

Nascido em Sorocaba, no interior paulista, Guilherme Muraro Derrite tem 41 anos e ingressou na Polícia Militar em 2003. Formado pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, construiu parte da carreira profissional na área de segurança pública.

Guilherme Derrite e André do Prado são eleitos senadores por São Paulo

Da Polícia Militar à política

Derrite atuou como tenente na Rota, as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, entre 2010 e 2013. Posteriormente, chefiou um pelotão da Força Tática do 49º Batalhão da Polícia Militar Metropolitana e também passou pelo Corpo de Bombeiros entre 2015 e 2018.

Além da formação em Ciências Sociais e Segurança Pública, Derrite graduou-se em Direito e fez pós-graduação na área de Ciências Jurídicas. Em 2026, concluiu mestrado em Gestão e Políticas Públicas.

Chegada à Câmara dos Deputados

A entrada de Derrite na política eleitoral ocorreu em 2018, quando foi eleito deputado federal por São Paulo. Quatro anos depois, conquistou a reeleição para a Câmara dos Deputados.

Durante a passagem pelo Congresso, a segurança pública e mudanças na legislação penal estiveram entre os principais temas associados à atuação do parlamentar.

Secretário de Segurança Pública de São Paulo

Derrite ampliou a projeção política ao assumir a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo em 2023, durante o governo de Tarcísio de Freitas.

A passagem pela pasta também foi marcada por controvérsias e críticas relacionadas à atuação policial, especialmente durante operações realizadas na Baixada Santista e após episódios de violência envolvendo policiais militares.

Ele deixou o comando da secretaria em 2025 e retornou à Câmara dos Deputados. Posteriormente, assumiu a relatoria do projeto Antifacção, apresentado no Congresso após a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro.

Primeira disputa pelo Senado

Em 2026, Derrite decidiu não buscar um terceiro mandato consecutivo de deputado federal e entrou pela primeira vez na disputa pelo Senado.

Candidato pelo Progressistas, concorreu com o número 111. A chapa teve Vicente Santini, do Republicanos, como primeiro suplente, e Julio Serson, do PP, como segundo suplente.

Neste domingo, Derrite terminou a eleição entre os dois candidatos mais votados para o Senado em São Paulo e garantiu uma das cadeiras ao lado de André do Prado (PL).

O mandato de senador tem duração de oito anos. Derrite assumirá a nova função na próxima legislatura.

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