Bebê sofre infecção grave e três paradas cardíacas após beber leite cru de cabra

Menina de 17 meses desenvolveu síndrome hemolítico-urêmica após infecção por E. coli nos Estados U
Redação NC News
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Uma menina de 17 meses sofreu uma grave infecção por Escherichia coli (E. coli) após consumir leite cru de cabra comprado em uma fazenda não licenciada na Califórnia, nos Estados Unidos. A criança apresentou falência renal, precisou de ventilação mecânica e sofreu três paradas cardíacas durante a internação.

O caso ocorreu em 2025, mas ganhou nova repercussão após uma investigação jornalística publicada no fim de setembro de 2026 revelar detalhes sobre a comercialização do produto e a atuação das autoridades norte-americanas.

A menina, identificada como Brooklyn, foi diagnosticada com síndrome hemolítico-urêmica, uma complicação grave que pode ocorrer após determinadas infecções por E. coli e provocar danos aos rins e outros órgãos.

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Infecção evoluiu para falência renal e paradas cardíacas

A mãe da criança havia começado a comprar leite cru de cabra de uma propriedade na região de Temecula, no sul da Califórnia. A família buscava uma alternativa alimentar para a menina, que enfrentava problemas de constipação.

Durante cerca de seis meses, a criança consumiu o produto sem apresentar problemas aparentes. Em junho de 2025, porém, começou a vomitar e seu quadro de saúde piorou rapidamente.

Exames identificaram a bactéria E. coli O157:H7. A menina desenvolveu síndrome hemolítico-urêmica e precisou ser transferida para uma unidade de terapia intensiva pediátrica.

Os rins pararam de funcionar adequadamente, levando à necessidade de diálise. A criança também foi colocada em ventilação mecânica.

Durante a internação, o quadro se agravou e Brooklyn sofreu três paradas cardíacas.

Família associa infecção ao leite cru

Médicos suspeitaram que o leite de cabra não pasteurizado fosse a origem da infecção. A investigação publicada sobre o episódio relacionou o caso à fazenda de onde a família comprava o produto.

A propriedade não possuía licença para comercializar leite cru para consumo humano, segundo a apuração.

O episódio também levantou questionamentos nos Estados Unidos sobre a fiscalização da comercialização informal de produtos lácteos não pasteurizados.

Leite cru pode transmitir microrganismos perigosos

O leite cru é aquele que não passou pela pasteurização, processo de aquecimento controlado utilizado para eliminar ou reduzir microrganismos capazes de provocar doenças.

Entre os agentes que podem contaminar produtos não pasteurizados estão bactérias como E. coli, Salmonella e Listeria.

Crianças estão entre os grupos que apresentam maior risco de desenvolver quadros graves em decorrência de doenças transmitidas por alimentos contaminados.

No Brasil, o Ministério da Saúde alerta que o consumo de leite cru não pasteurizado ou não fervido pode provocar doenças de transmissão hídrica e alimentar. A pasteurização reduz o risco ao eliminar microrganismos nocivos.

Criança sobreviveu após internação

Brooklyn sobreviveu ao quadro crítico e recebeu alta hospitalar, mas a família relatou consequências no desenvolvimento após a doença.

O caso passou a ser citado como exemplo dos riscos associados ao consumo de leite não pasteurizado, principalmente por crianças pequenas.

Autoridades de saúde recomendam que produtos lácteos destinados ao consumo sejam submetidos a processos seguros, como a pasteurização. A aparência, o cheiro ou o sabor do leite não permitem identificar a presença de bactérias potencialmente perigosas.

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