O Pará registrou 69 boletins de ocorrência relacionados a crimes eleitorais durante o primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). A boca de urna foi a ocorrência mais frequente, com 48 registros, segundo o balanço da Operação Eleições 2026.
Ao todo, 13 procedimentos envolveram situações de flagrante, mas três terminaram efetivamente em autuação em flagrante. Também foram registrados 39 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) e um Boletim de Ocorrência Circunstanciado (BOC), relacionado a um adolescente autuado por ato infracional.
Além da boca de urna, as forças de segurança registraram ocorrências envolvendo suspeitas de corrupção eleitoral, desordem, transporte irregular de eleitores, violação do sigilo do voto e tentativas de votar no lugar de outra pessoa ou realizar mais de um voto.
Ministério da Justiça registra 214 ocorrências até as 11h; propaganda irregular lidera
Boca de urna concentra maioria das ocorrências
Dos 69 boletins registrados no Pará, 48 foram relacionados à boca de urna. Os casos ocorreram em diferentes regiões do estado e seguem sob responsabilidade das autoridades competentes.
As ocorrências foram registradas em localidades como Castanhal, Abaetetuba, Soure, Paragominas, Porto de Moz, Vitória do Xingu, Conceição do Araguaia, Curionópolis e Parauapebas, entre outros municípios e distritos.
Em Porto de Moz, por exemplo, três pessoas foram presas em flagrante em uma ocorrência apurada pela Polícia Federal após acionamento do Ministério Público Eleitoral. Foram encontrados dinheiro em espécie, materiais de propaganda e um caderno com anotações relacionadas à campanha.
Mais de 14 mil agentes participaram da operação
A Operação Eleições 2026 foi coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) e mobilizou mais de 14,2 mil agentes.
O esquema envolveu os 144 municípios paraenses, com reforço do policiamento em locais de votação, vias de acesso e outras áreas consideradas estratégicas.
O monitoramento foi realizado pelo Centro Integrado de Comando e Controle Estadual, em Belém, e por 14 centros regionais instalados no interior. Quase mil câmeras de segurança foram utilizadas para acompanhar a movimentação durante o dia.
Participaram da operação órgãos estaduais e federais, entre eles as polícias Militar, Civil, Científica, Federal e Rodoviária Federal, além do Corpo de Bombeiros, Detran, guardas municipais, Exército e órgãos da Justiça Eleitoral.
Lei Seca também foi fiscalizada
As equipes fiscalizaram ainda o cumprimento da Lei Seca eleitoral, que proibiu a venda e o fornecimento de bebidas alcoólicas em todo o Pará entre 0h e 18h de domingo.
Segundo o balanço da operação, estabelecimentos foram fiscalizados, mas não houve aplicação de procedimentos administrativos relacionados à medida.
Próximos passos
As ocorrências registradas durante o primeiro turno serão analisadas pelas autoridades responsáveis. Casos envolvendo possíveis crimes eleitorais podem resultar em investigações e outras medidas na Justiça Eleitoral, conforme as circunstâncias de cada ocorrência.
A atuação das forças de segurança continuará durante o período eleitoral, especialmente nos locais onde haverá segundo turno em 25 de outubro.