Nikolas rejeita negociação com Moraes e diz que impeachment é ‘inegociável’

Deputado afirma que eventual afastamento do ministro continuará na pauta com a nova composição do Senado; abertura de processo depende da presidência da Casa.
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) descartou nesta terça-feira (6) a possibilidade de uma negociação política com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que continuará defendendo o impeachment do magistrado com a nova composição do Senado.

A declaração foi feita após Moraes determinar a progressão de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, para o regime semiaberto. Ao comentar a decisão, Nikolas afirmou que não interpreta a medida como motivo para mudar sua posição em relação ao ministro.

PL rejeita “acordão” com STF e mira impeachment de Moraes e Dino em 2027

Nikolas diz que não haverá negociação

Em entrevista à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, Nikolas afirmou: “Não adianta o Alexandre de Moraes fazer nenhum aceno agora, que a gente vai impichar ele com o novo Senado. Isso não tem negociação. É inegociável”.

A fala ocorre após as eleições de domingo (4), que alteraram a composição do Senado para a próxima legislatura. O PL ampliou sua bancada e passou a projetar um cenário com maior apoio político a pedidos de impeachment contra integrantes do Supremo.

Nikolas Ferreira afirma que manterá defesa do impeachment de Alexandre de Moraes com a nova composição do Senado.

PL mira nova composição do Senado

Integrantes do PL vêm afirmando que pretendem manter a discussão sobre o impeachment de Alexandre de Moraes em 2027. Cálculos divulgados por diferentes grupos e integrantes da legenda, porém, apresentam números distintos sobre quantos senadores efetivamente apoiariam um processo específico contra o ministro.

Uma manifestação favorável ao instrumento do impeachment também não significa, necessariamente, um voto pela condenação de Moraes em eventual processo.

Processo depende do Senado

Ministros do Supremo podem responder a processos por crimes de responsabilidade no Senado. O andamento de um pedido de impeachment depende inicialmente da presidência da Casa.

Para que um ministro seja condenado e perca o cargo ao final de um processo, são necessários votos de dois terços dos senadores, o equivalente a 54 dos 81 integrantes da Casa.

PL já havia rejeitado possibilidade de acordo

A declaração de Nikolas ocorre no mesmo dia em que integrantes do PL voltaram a rejeitar a possibilidade de um entendimento político com ministros do Supremo. O partido pretende manter o impeachment de Moraes entre as pautas defendidas para a próxima legislatura.

Até o momento, não há confirmação de que o Supremo ou Alexandre de Moraes tenham apresentado formalmente uma proposta de negociação ao partido. As referências a um possível acordo surgiram de interpretações e articulações relatadas nos bastidores políticos.

Carregar Comentários