Pesquisa Datafolha hoje: Lula x Flávio Bolsonaro no 2º turno 2026

Datafolha inicia levantamento presencial para avaliar cenário do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Redação NC News
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O Datafolha começa nesta terça-feira (6) a primeira pesquisa de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), num cenário em que o filho do ex-presidente saiu na frente no primeiro turno e mira agora a transferência de votos de candidatos derrotados.

O levantamento também mede, no Distrito Federal, a disputa ao governo entre a atual chefe do Executivo local, Celina Leão (PP), e Leandro Grass (PT), além da avaliação dos governos federal e distrital.

Como será a pesquisa Datafolha para o segundo turno

A pesquisa nacional será feita de hoje até quinta-feira (8), com 2.520 entrevistas presenciais em todo o país e margem de erro de 2 pontos percentuais. No Distrito Federal, serão ouvidos 910 eleitores, com margem de 3 pontos. Os levantamentos estão registrados na Justiça Eleitoral sob os códigos BR-02949/2026 (nacional) e DF-03365/2026 (DF).

O questionário começa com a pergunta espontânea: “Se o segundo turno da eleição fosse hoje, em quem você pretende votar para presidente da República?”. Depois, o pesquisador apresenta uma cartela com os nomes de Lula e Flávio Bolsonaro e repete a questão, medindo a intenção de voto estimulada.

Em seguida, o entrevistado é convidado a dizer “qual é o número que você vai digitar na urna eletrônica para confirmar o seu voto para presidente”, o que ajuda a aferir o grau de informação e segurança sobre a escolha.

O instituto também vai perguntar se o eleitor já está totalmente decidido ou se ainda pode mudar de candidato, e medir a rejeição a cada presidenciável — se votaria com certeza, se talvez vote ou se não votaria de jeito nenhum em Lula ou em Flávio Bolsonaro.

Outro bloco investiga o principal motivo do voto: se o eleitor considera seu candidato o melhor nome para o cargo ou se a escolha é movida principalmente pelo desejo de derrotar o adversário. A importância da presença dos dois nos debates e o potencial desses confrontos para mudar votos também entram na sondagem.

Cenário nacional: vantagem de Flávio e mira em votos da direita

No primeiro turno, realizado no domingo (4), Flávio Bolsonaro somou 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença, de 2,3 milhões de votos, é o ponto de partida para a nova rodada do Datafolha.

A expectativa entre analistas é de que o candidato do PL tente ampliar essa vantagem com a absorção de parte dos eleitores de nomes como Ronaldo Caiado, Renan Santos, Augusto Cury e Romeu Zema, que juntos ficaram com pouco menos de 8% dos votos. A entrada mais forte de figuras da direita vitoriosas em outras disputas regionais também é vista como trunfo para Flávio.

Do lado petista, a pesquisa deve servir como alerta sobre a necessidade de atrair votos de centro e reter apoiadores que migraram para outras candidaturas no primeiro turno, num momento em que aliados ainda discutem ajustes de estratégia.

Entenda o contexto

Além da fotografia do segundo turno, o questionário do Datafolha recupera o comportamento eleitoral recente. Os entrevistados serão questionados se votaram para presidente no primeiro turno, em quem votaram e em que momento decidiram — desde pelo menos um mês antes da eleição até o próprio dia da votação.

Quem não compareceu às urnas no domingo será perguntado: “Por quais motivos você não foi votar no último domingo?”. Entre as opções, estão viagem, problemas de saúde, desinteresse pela eleição, costume de não votar, distância do local de votação, falta de dinheiro para o transporte e necessidade de cuidar de familiares.

Outro bloco resgata o segundo turno presidencial de 2022, perguntando a eleitores com 20 anos ou mais se votaram naquela ocasião e se escolheram Jair Bolsonaro ou Lula. Há ainda uma escala de identificação política em que o entrevistado se posiciona entre bolsonarista e petista, ou declara não se identificar com nenhum dos dois campos.

Disputa no Distrito Federal e avaliação de governos

No DF, o Datafolha mede a intenção de voto para presidente e para o governo local. Celina Leão e Leandro Grass aparecem como opções ao Palácio do Buriti, enquanto Lula e Flávio Bolsonaro polarizam a preferência para o Planalto.

A pesquisa também avalia o desempenho da gestão Lula e do governo de Celina. Os eleitores serão questionados se consideram os governos ótimos, bons, regulares, ruins ou péssimos, e se acham que sua vida ficará melhor, igual ou pior em caso de vitória de cada um dos presidenciáveis.

Os custos declarados do levantamento são de R$ 384,5 mil para a pesquisa nacional e de R$ 100.890,12 para o estudo específico no Distrito Federal.

Termômetro do momento, não previsão

A diretora do Datafolha, Luciana Chong, reforça que o levantamento não deve ser lido como resultado antecipado da eleição. “Os dados de levantamentos eleitorais não devem ser compreendidos como previsões para o resultado final das eleições. Eles servem de termômetro para a opinião de eleitores no momento em que a pesquisa é feita”, afirma.

Chong participa, na noite de quinta-feira, de uma live marcada para as 18h45, ao lado dos colunistas Bruno Boghossian, Mônica Bergamo e Fábio Zanini, para comentar os números da pesquisa e o que eles indicam sobre a reta final da campanha.

A divulgação dos resultados deve provocar reações imediatas nas campanhas de Lula, Flávio Bolsonaro, Celina Leão e Leandro Grass, que tendem a ajustar discursos, priorizar regiões e reforçar a mobilização de eleitores indecisos até o dia da votação do segundo turno.

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