A federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), prepara um evento com Flávio Bolsonaro (PL) para anunciar apoio ao candidato no segundo turno da eleição presidencial. O ato está previsto para quarta-feira (7), em Brasília.
Antes do anúncio, as duas siglas realizam reuniões nesta terça-feira (6) para formalizar a posição da federação. Os encontros foram marcados para as 16h e devem reunir dirigentes, parlamentares e representantes estaduais.
A tendência é de adesão à candidatura de Flávio, mas a decisão ainda precisa passar pelas instâncias partidárias. Como União Brasil e PP integram uma federação, as legendas precisam adotar uma posição conjunta na disputa presidencial.
Flávio vai em busca de aliados e abraça centrão para 2° turno apertado
Evento com Flávio está previsto para quarta-feira
Caso a decisão seja confirmada nas reuniões desta terça, dirigentes das duas siglas esperam fazer o anúncio ao lado de Flávio Bolsonaro na quarta-feira, na sede do União Brasil.
No PP, foram convocados deputados federais, senadores e representantes dos diretórios estaduais. O presidente nacional da legenda, Ciro Nogueira, já declarou publicamente que defenderá o apoio ao candidato do PL.
No União Brasil, o presidente nacional Antonio Rueda também participa das articulações para definir a posição da federação.
A movimentação representa uma mudança em relação ao primeiro turno, quando a União Progressista não aderiu oficialmente a uma candidatura presidencial.
Conversas começaram antes do primeiro turno
A aproximação de Flávio com União Brasil e PP começou antes mesmo da votação de domingo (4).
O candidato já vinha conversando com Ciro Nogueira e Antonio Rueda em busca de apoio para um eventual segundo turno. Naquele momento, porém, a federação decidiu aguardar o desempenho dos candidatos nas urnas antes de avançar nas negociações.
Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com nenhum candidato acima de 50% dos votos válidos, os dois avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O resultado também deu início a uma nova rodada de negociações entre as campanhas e partidos que ficaram fora da disputa presidencial ou adotaram neutralidade na primeira etapa.
Apoio enfrenta resistências dentro dos partidos
Apesar da tendência de apoio nacional a Flávio, União Brasil e PP não têm posições totalmente homogêneas.
Diretórios e lideranças do Nordeste apresentam resistência à adesão ao candidato do PL e mantêm relações políticas com Lula.
Outro caso é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo informações publicadas nesta terça-feira, Alcolumbre sinalizou a interlocutores que pretende manter seu apoio a Lula mesmo que a federação decida nacionalmente por Flávio.
A forma como as divergências regionais serão tratadas deve fazer parte das discussões desta terça.
Flávio amplia busca por alianças
A negociação com União Brasil e PP faz parte da ofensiva de Flávio para ampliar sua base política depois do primeiro turno.
Além da federação, a campanha mantém conversas com dirigentes de outras legendas e lideranças que apoiaram candidatos eliminados na primeira etapa.
O movimento também ocorre no PSD, Republicanos e outras siglas do chamado Centrão, onde diferentes grupos discutem qual posição adotar no confronto entre Flávio e Lula.
Para União Brasil e PP, a reunião desta terça será determinante. Se a adesão for aprovada, a União Progressista deverá formalizar publicamente o apoio ao candidato do PL no evento previsto para quarta-feira.