Cúpula do Centrão aposta em vitória de Flávio e amplia apoio no 2º turno

União Brasil e PP oficializaram adesão ao candidato do PL, enquanto outras siglas são procuradas pela campanha; avaliação sobre resultado, porém, é de lideranças e não representa definição da disputa
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Lideranças do alto escalão do Centrão passaram a demonstrar confiança em uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial e ampliaram as articulações em torno da candidatura. A avaliação foi relatada pelo Metrópoles nesta quarta-feira (7), após a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, oficializar apoio ao candidato.

A percepção dessas lideranças ganhou força depois do resultado do primeiro turno. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio recebeu 56.104.268 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somou 53.876.617 votos, ou 45,16%. A diferença foi de pouco mais de 2,2 milhões de votos.

Apesar da avaliação otimista feita por integrantes do Centrão, o resultado do segundo turno permanece em aberto e será definido pelos eleitores em 25 de outubro. Apoios partidários e o desempenho registrado no primeiro turno não garantem o resultado da votação seguinte.

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O movimento mais concreto ocorreu na terça-feira (6), quando a Federação União Progressista anunciou oficialmente apoio a Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, a aliança havia adotado neutralidade na disputa presidencial e liberado suas lideranças para formar acordos regionais.

Em comunicado oficial, a federação informou que a decisão pelo apoio no segundo turno foi tomada por unanimidade. O documento é assinado pelos presidentes do União Brasil, Antônio Rueda, e do Progressistas, Ciro Nogueira.

A federação também decidiu fechar questão em torno da candidatura de Flávio. A medida estabelece uma orientação partidária para seus integrantes e aumenta a pressão sobre políticos das duas siglas que pretendam seguir caminho diferente no segundo turno.

A mudança de posição ocorreu depois de conhecido o resultado das urnas e amplia a base partidária que Flávio tenta reunir para a reta final da campanha.

Antônio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP) | Foto: Reprodução

Campanha busca novas adesões no Centrão

A articulação não deve parar em União Brasil e PP. A campanha de Flávio iniciou conversas com dirigentes de outras legendas de centro e centro-direita para ampliar a aliança antes da votação.

Entre os partidos procurados está o Republicanos. O presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, entrou no radar das negociações conduzidas por aliados do candidato do PL. O partido ainda precisa formalizar sua posição nacional.

O Podemos também aparece entre as siglas que podem aderir à candidatura. As negociações ocorrem em um momento em que os partidos reorganizam suas posições depois do primeiro turno e avaliam a composição política para a próxima legislatura.

Além das articulações partidárias, Flávio recebeu o apoio de Ronaldo Caiado (PSD), adversário no primeiro turno. Romeu Zema (Novo) também declarou apoio ao candidato do PL.

Centrão olha também para força no Congresso

As negociações não envolvem apenas a corrida presidencial. O desempenho das siglas nas eleições para Câmara e Senado também entra nos cálculos das lideranças, já que a composição do Congresso será decisiva para qualquer candidato que assumir a Presidência em 2027.

Partidos do Centrão tradicionalmente ocupam posição relevante nas negociações para aprovação de projetos, reformas e propostas orçamentárias. Por isso, a formação de uma base política ainda durante o segundo turno pode ter efeitos que ultrapassam a campanha eleitoral.

Para Flávio, ampliar o número de partidos aliados também significa incorporar governadores, prefeitos, parlamentares e estruturas regionais à campanha nas semanas finais.

 

Disputa continua aberta até 25 de outubro

Flávio estava tendo dificuldades para fechar com centrão | Foto: Reprodução

Embora integrantes do Centrão ouvidos pelo Metrópoles tratem uma vitória de Flávio como provável ou mesmo certa, essa é uma avaliação política dessas lideranças, e não um resultado eleitoral definido.

Flávio terminou o primeiro turno 1,87 ponto percentual à frente de Lula. Os dois candidatos agora disputam, entre outros grupos, os eleitores que escolheram candidatos eliminados e aqueles que não compareceram às urnas.

As campanhas também intensificam as negociações por apoios estaduais e partidários. A votação do segundo turno está marcada para 25 de outubro, quando os eleitores decidirão quem comandará o país pelos próximos quatro anos.

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